10/24/08
salto...
cair, geralmente, envolve se encontrar diretamente com o chão. quando a altura é grande, o chão não é alguém de quem você quer ser amigo.
a única esperança é fazer com que passe mais ar por baixo de suas asas que por cima, fazendo com que você erre o chão.
espero, sinceramente, que tudo dê certo...
10/13/08
epiderme lisa da história...
10/5/08
da velhice...
9/25/08
post-protesto...
9/18/08
de passagem...
9/11/08
Morre o Lobo...
8/29/08
8/21/08
8/20/08
diferenciações...
pânico é, depois de alguns minutos sentado na privada, dar-se conta que não tem papel higiênico.
e tenho dito!
manual prático e resumido...
quando tudo, mais tudo, mais tudinho, mais tudinhoinho mesmo, parece que vai mal, faça o seguinte: sente do lado de uma pessoa que você gosta muito e que gosta muito de você. segure na mão dela e olhe para uma coisa bonita. se essa pessoa for bonita aos seus olhos, olhe para ela. nesse caso, peça para ela te contar sobre alguma coisa que ela goste muito. aí aprecie o espetáculo.
se tiver muito ruim, repita a operação com várias outras pessoas.
pode ser ao mesmo tempo.
o coração sai mais quente e cheio depois disso.
8/18/08
no teatro...
o que se faz quando não se gostou de uma peça? hoje em dia é meio que obrigatório bater palmas de pé. e aí, por coação, é preciso levantar e bater palmas junto com os outros que, ou são estúpidos e nunca vão ao teatro e, por falta de base de comparação, acharam a peça boa, ou por força do hábito e da vergonha alheia também se levantam.
sou favorável a uma campanha pelo bom senso ao fim de espetáculos:
PALMAS DE PÉ SÓ SE FOR FODA!
algum designer na platéia topa criar uma logo?
sobre a juventude...
nem quero me alongar muito nesse tema, tamanha a minha revolta. mas que a minha vontade é de bater na cara desses moleques que 1- gostam de se fazer de vítimas e que a vida é sempre tão difícil e 2- se orgulham [sim... é um orgulho] de, por exemplo, não gostarem de ler, ou de lerem cada vez menos, ou ainda, quando algum autor, diretor, pintor lhes é apresentado, fogem da informação como o diabo foge da cruz.
sobre o 1:
crianças. a vida é boa e não há nada que se possa fazer para mudar isso. nós [e me incluo na categoria 'jovem'] temos o mundo na mão.
juro que quando ouço um: "a vida é tão difícil" [atitude, em geral, de emos, mas não exclusiva...] tenho vontade de bater na cara com as costas da mão, que é como se tratavam as crianças no tempo em que as coisas eram REALMENTE difíceis. não ter fossa sanitária é uma dificuldade, não ter um ps3 é um fato.
sobre o 2:
você vai longe assim...
8/14/08
aglomerações...
aquelas em que as pessoas continuam passando durante o sinal amarelo;
e aquelas em que as pessoas arrancam um pouco antes do sinal verde aparecer.
os dois tipo de pessoas não convivem no mesmo espaço...
8/12/08
sobre a velhice...
olha só. não é que eu não goste de velhos por princípio. o que me incomoda é a falta de bom senso no mundo. isso me incomoda desde que eu tenho idade para saber o que é bom senso. e nem me venha com esse papo de que bom senso é um conceito relativo. aceito o fato de que ele não é absoluto, mas sua relatividade é um dado cultural, não pessoal.
enfim...
a falta de bom senso de alguns velhos me incomodou muito nas últimas semanas. porque? me explico:
você está lá. no ônibus. indo para o trabalho. escutando música. lendo. você foi inteligente o suficiente para saber a hora certa de passagem da condução, mesmo não evitando o ambiente lotado, consegue estar sentado. quando você está no meio e um capítulo bem interessante percebe aquele olhar pesado sobre você. é um velho[a]. querendo seu lugar.
ora!
se você é aposentado, porque diabos acordou cedo e pegou um ônibus no mesmo horário que milhares de outras pessoas que não têm outra escolha que não estar em trânsito nesse horário? porque meu Deus?
quer um outro exemplo?
você precisa descontar um cheque. a ÚNICA coisa que uma pessoa normal nos dias de hoje precisa fazer com um atendente é descontar cheques. todo o resto pode ser feito com caixas automáticos. a maioria das pessoas que trabalham SÓ pode fazer isso em seus horários de almoço. mais cedo e mais tarde os bancos estão fechados.
então, porque, novamente, um velho PRECISA ir para o banco naquele, justamente naquele, horário?
e sabe o que me dá mais raiva? não só esse meu blog é ridiculamente pouco acessado, como ele nunca vai ser visto por alguem com mais de 65 anos, ou seja, por um real causador da minha angústia.
8/7/08
da série: questionamentos breves...
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Em tempo: lembrei de um tio-avô meu que afirmava, categoricamente, que a princesa isabel libertou os escravos porque curtia os pintões dos negões.
8/6/08
menino dos cataventos...
a banda é essa daqui.
a idéia é pegar poemas do Mário Quintana e musicar.
"ah! poemas musicados? que coisa mais sacal!"
engana-se caro [eventual] leitor. engana-se.
como, se dispor de uma conexão minimamente decente, você pode ouvir algumas músicas no my space da banda [não vou ficar lincando toda hora... isso dá no saco] não vou me alongar sobre as músicas.
o mais legal é, na verdade, duas.
- o contra-baixo[-que-faz-vezes-de-celo, graças a um arco] dá uma sustentação linda na maioria das músicas. é quase como se ele fosse a terra fértil que as flores, que são os outros instrumentos, germinam. a metáfora com jardinagem é quase impossível de ser evitada. sério. as canções são primaveris ao extremo [e isso não é problema], tanto em suas letras quando nas melodias [exceto uma que 'frita' um pouco, mas como ela não tem no my space eu não lembro o nome...]
- a vocalista é tecnicamente impecável, e ainda dá um jeito de, mesmo concentrada na respiração e nas notas, ser absolutamente doce e charmosa ao cantar. e o bacana é que ela estava muito nervosa. MUITO! como eu sei isso? ela respirava errado e gaguejava [muito levemente] para falar. e porque isso é bacana? porque o nervosismo desaparecia nas músicas.
apesar desses destaques, todos os outros músicos são impecáveis. as músicas te abraçam e te levam para lugares em que é quase possível sentir o cheiro da flores e vislumbrar suas cores.
infelizmente [talvez não tanto, mas ainda assim...] as músicas têm muito mais força no palco que ouvindo. mas á pra ter um belo gostinho delas lá no my space...
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=> em tempo: antes que me crucifiquem [as três pessoas que lêem esse blogue] eu preciso dizer que não tem os nomes dos músicos, nem que instrumentos eles rspectivamente tocam e nem os nomes das músicas, muito menos agenda de shows.
não só tudo isso tá lá no espaço deles, como esse daqui é um lugar para manutenção da minha sanidade mental, logo, anti-jornalistico, no sentido clássico da palavra.
7/29/08
eu e minhas insistências...
pois leia aqui.
e quem disse nem foi o jornalistinha meia boca que acha que sua opinião vale alguma coisa.
foi um dos mais importantes filósofos vivos.
7/28/08
de um final de semana produtivo...
mas foi bom porque consegui entender algumas coisas sobre o processo de preparação do Crinstian Bale para o Batman, nesse segundo filme, ao mesmo tempo que amadureci meus pensamentos sobre o seguinte fato.
sobre o processo de preparação, ficou muito claro para mim como o Cristian Bale usa as temáticas de um filme para amadurecer seu personagem em outro. o que motivou esse meu pensamento foi "Os Indomáveis" [3:10 to Yuma], refilmagem de um faroeste clássico e homônimo.
se no primeiro filme o "Psicopata Americano" [American Psycho] dava a tônica de dupla personalidade para o morcegão [sou um velho conhecido, posso me dar ao luxo de liberdades], nesse filme é a tentação pelo "lado negro da força", para ficar no vocabulário nerd, que dá o tom. no faroeste um fazendeiro [Bale] enxerga no "pequeno serviço" de levar o pistoleiro, Ben Wade [Russel Crowe, com a competência habitual, mas nada além], para o trem que o levaria para a prisão de Yuma [o tal trem das 3:10].
ao longo do filme Wade tenta usar sua maldade charmosa para seduzir seus algozes. da mesma forma o faz o Coringa com sua fé na falta de moral dos homens. e tanto Dan Evans quando Batman/Wayne, mesmo tendo provas inequívocas de que as pessoas podem ser muito ruins e que o mundo caminha para o caos, buscam, no fiapo de sanidade que lhes restam, a salvação para suas próprias almas e para aquilo que lhes restam.
é claro que o fazendeiro é um personagem completamente diferente do Batman. mas é possível captar em ambos o mesmo olhar que é fruto de sua fé inabalável em si mesmo e em sua missão.
ao mesmo tempo, ainda nesse fim de semana, me deparei com a notícia lincada logali em cima. como assim alguém me comete o disparate de comparar o George W. Bush com o Batman? meu primeiro impulso foi escrever um longo texto, mas logo vi que ele seria simplesmente fraco e apaixonado.
o argumento definitivo para rebater a estupidez do autor do artigo é que o Batman não INVENTOU sua guerra. a guerra do batman defende o direito legítimo dos cidadãos de bem da cidade em que vive e ama. ele não usa um ideal distorcido de democracia para impor sua guerra e disfarçar seus reais interesses, convenhamos, puramente comerciais.
ah! os ideais do W, como o articulista do WSJ gosta de chamá-lo, não são fajutos! a guerra que ele trava é contra o terrorismo e pela democracia.
bem, se você tem o nível de leitura de uma criança de cinco anos eu aceito essa interpretação. não mais, não! se a guerra do Bush fosse contra o terrorismo ela estaria sendo travada no Afeganistão [lembram? quem atacou as duas torres? alguém sabe dizer porque ressucitaram o Iraque? depois daquela guerra que o bush pai perdeu?]. e sua guerra não é pela democracia tãopouco. se fosse ele estaria atuando na África, no Leste Europeu ou afins. onde estava a democracia americana no massacre de Timor Leste? [eu sei que é na Ásia]
W não é Batman. ele não escolhe ser vilão para defender um ideal mais nobre. ele escolhe ser vilão para muitos, mais herói para seus comparsas criminosos.
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em tempo:
- pois é Alinne. agora você me deixou com a pulga atrás da orelha. eu atuei no "No Recreio", "Sorôco, sua mãe, sua filha" e "Feliz Aniversário" do Filhos da PUC. além de um tanto de sckets e intervenções. me adiciona no msn e talvez a gente tenha alguns amigos em comum.
-ah! os fãns Xiitas. um pequeno erro de digitação gera uma reação exagerada. sinceramente, não vou corrigir. sei qual é o plural de "man", conheço a obra de Alan Moore de cabo a rabo e não tenho saco com demonstrações de "eu vi Star Wars mais vezes que você e posso te dizer que o Han Solo atirou primeiro". não entendeu nada? clique aqui e veja o último comentário e aqui para saber o que eu penso disso. quando ao tiro do Han... ah... fica pra depois.
7/25/08
da profissão [porque me deu no saco escrever respostas]...
tinha tempos que eu não tinha tanto ânimo para postar aqui.
mas então que temos um pouco disse em comum sabe? eu sou seu parceiro de armas na luta pela poesia na vida. acho que é a única forma legítima de viver.
claro que sou mais partidário dos poetas malditos, mas reconheço, admiro e louvo uma coisa bonita quando vejo. até porque elas tem saltado aos olhos por contraste, né?
eu já brinquei de ator e, mesmo não sendo lá muito talentoso, eu era bem feliz com o pessoal do Filhos da PUC, na PUC Minas. hoje eu estou em curitiba, me matando de trabalhar [tá, nem tanto, mas um charminho as vezes cai bem, como uma bela morena tem me ensinado nas bandas de cá].
estou com um projeto super embrionário que, mesmo se não der em nada, vai me garantir muita diversão e umas boas memórias. de qualquer jeito esse projeto me possibilita escrever outras coisas um pouco menos áridas que a absorsão do nutrientes no intestino de suínos [esse mundo do jornalismo leva a gente para cada lugar né?].
ao mesmo tempo, as chances de esse projeto darem dinheiro são extremamente pequenas, mas ele, Deus querendo, deverá suprir minha ansia por poesia na vida, coisa que o teatro fazia tão bem.
mas é, cara amiga [que tal, parceira de armas na luta das letras, afinidade com palco, defesa da poesia, da mágoa afogada no fundo do copo... já pode ser amiga, não?], temos que levantar o peito e, como nos ensinou Deleuze, torcer todas as linhas de poder e saber usando a nossa subjetividade.
Alinne pois. o indivíduo sem identidade sai so anonimato.
muito prazer. bem vinda ao meu mundo.
P.S.: esses quatro olhos são meus sim...
mais uma outra resposta...
sou sim muito nerd. só que eu não vejo demérito nisso, além de pensar [e agir] que eu não sou só um nerd. na verdade eu faço de tudo o que me agrada e me garante diversão.
e eu não sou meio prepotente. eu sou muito prepotente, quando o assunto é cultura pop e afins. mas não se engane, é mero mecanismo de defesa.
agora, quanto a destrinchar o coringa... não me acho a altura, especialmente ante aqueles que já fizeram isso antes e melhor que eu. mas uma coisa me incomodou nessa madrugada. o uso que Cris Nolan faz do Coringa.
você [e eu me dirijo no singular porque, em tese, esse texto só se dirige à atriz/jornalista-consequentemente-pobre-e-desiludida (não resisti à acidez...)] percebeu como os dois diálogos do Coringa com Batman [na sala de interrogatório e de cabeça para baixo, no confronto final] são extremamente didáticos? o Coringa explica toda a dinâmica o filme. nas mãos de um diretor e de um ator menos competentes, teríamos aquela sensação do Minority Report, que houve um excesso de explicação e que fomos tratados como idiotas...
mas nesse filme, ficamos tão encantados com a atuação e com a direção que não é possível repreendermos o roteiro por nos contar o que já está sendo mostrado. sem contar que é uma abordagem filosófica muito interessante ["... é o que acontece quando uma força que não pode ser parada encontra um objeto que não poe ser movido..."]
[e preciso admitir que a lucidez com que o Coringa encara a sua própria loucura é quase tocante]
.....
agora, vamos às considerações.
como o Cinema em Cena é um site mineiro eu devo inferir que você é de lá também?
e, por fim, com um copo de cerveja, sentado numa mesa de bar eu sou bem melhor de fabulações e considerações que nesse espaço.
eu uso esse espaço como um quarto de despejo de idéias e como exercício de estilo. tenho muita resistência a escrever mais formalmente aqui [até porque eu faço isso profissionalmente].
já me prometi escrever mais regularmente, mas ando sem saco, sem tempo, sem idéias... coisas da vida, como diria Vonnegut...
mas aqui. você tem algum contato? gostei das suas idéias [gosto de quem não se dininui com minha prepotência]...
outra resposta...
acabei de ver o filme. num ano em que fui levado para a sala de cinema para ver Sangue Negro e Onde os Fracos Não Têm Vez, a nova película do Sr. Nolan consegue estar a altura, se não superar, já que leva reflexão com entretenimento, função (??) inata do cinema.
mas não me sinto confortável em escrever nada sobre esse filme. talvez porque ainda esteja tudo muito fresco na mente [saí do cinema a exatos uma hora e quinze minutos]. e não acho, realmente, que eu tenha algo a acrescentar a tudo o que foi dito por aí.
exceto um fato.
esse filme não é do coringa, ou, ao menos, não só do coringa. ele definitivamente não brilha sozinho e não ofusca ninguém. apenas um cego afirmaria isso.
a atuação de Heath Ledger é sensacional, tecnicamente impecável e expremamente viceral. mas assim é a do Cris Bale, de Aaron Eckhart e de todos os outros. é perda de tempo até mesmo enumerar.
o filme em si é uma obra tão completa que não prevê nem a possibilidade de um ator minimamente despreparado. cada cena, cada fala, cada tomada, cada facho de luz é milimetricamente desenhado para gerar significado.
tenho pena de tudo o que vier depois, especialmente Watchmen.
e isso é tudo o que eu me atrevo a escrever nesse momento. prefiro, inclusive, falar de filmes que as pessoas não viram. me divirto mais e me sinto mais livre para dizer o que eu penso.
quanto ao Pablo... sinceramente? eu leio as críticas dele, mas acho ele muito apegado a técnica e penso que ele dá pouca importância para o que é mais importante em um filme, ou qualquer outra obra: seus desdobramentos. como uma obra gera uma avalanche de significados que se multiplicam para dentro de si e para fora, como num lago calmo atingido por uma pedra.
não digo que ele não deveria dominar a técnica, mas acho que ele acaba se prendendo demais a ela. e isso se reflete em seus textos, todos com uma estrutura muito similar [ele até usa as mesmas expressões: "o filme perde sua força no terceiro ato"...se eu ganhasse um real cada vez que eu tivesse lido isso].
acho o jogo dele bacana. mas não tenho saco com isso. cheguei no meu ápice quando advinhei qual filme era só pela granulação da película [Rambo - programado para matar, a cena tinha só um carro estacionado]. prefiro me dedicar a assuntos mais elevados.
quanto a críticas, fico com as do omelete pela nerdisse e com as do pilula pop pela delicadeza com que buscam a compreensão da obra. só leio as do pablo quando to com saco ou tempo...
ufa! eu juro que comecei a escrever pensando em fazer um texto breve...
7/24/08
resposta...
respondendo suas perguntas:
-já desconsiderei o erro de português... já vi e cometi piores.
-um post sobre o coringa? se eu conseguir pensar em algo que absolutamente ninguém tenha dito/falado/pensado/cogitado, talvez eu escreva. mas, vá lá, só vou ver o filme hoje.
7/21/08
reflexões moderadas...
7/16/08
e daí que você se importa...
um dos blogs que eu acompanho sempre é o Instante Posterior do Bruno Medina, ex(?)-tecladista do Los Hermanos, por sua temperança e olhar apurado para as minúcias da realidade na qual está imerso.
o fato é que seu último texto, como o de alguns outros blogueiros mais interessantes/inteligentes, foi sobre esta nova lei seca.
o fato é que essa lei não me incomoda por si própria. acho que álcool e direção não combinam e que esses dois fatores estavam contribuindo para a geração do caos generalizado na sociedade brasileira.
mas, vem cá...
tudo bem o camarada perder a carteira. mas multas astronômicas é foda! simplesmente não dá. isso porque esse dinheiro não será visto investido em vias mais seguras e em transporte público eficiente e a qualquer horário do dia. digo isso isso porque esses fatores são tão ou mais assassinos/criminosos que a dobrdinha álcool/direção. ou você se esqueceu que motoristas alcolizados são responsáveis por algo em torno de 35% dos acidentes?
não, meu caro eventual leitor [se é que existe... ah! como me divirto com minhas ilusões de representatividade social], não estou diminuindo esse número. ele é alarmante sim! 35% é muita coisa. mas e os outros 65% causados por estradas ruins, motoristas despreparados, falta de sinalização, buracos, etc, etc...
ainda no espírito do post abaixo:
- leis abusivas sem debate verticalizado com ampla repercussão e mudança social e estrutural não!
7/15/08
emputecimento...
nas últimas semanas duas coisas.
1- projeto de lei do mais que picareta senador eduardo azeredo. ele quer, em linhas gerais, que os servidores brasileiros mantenham registros dos usuários para criminalizar ações como troca que músicas e/ou filmes. isso é proteção burra dos direitos intelectuais. até a Trama tem disponibilizado árte de seu acervo para download através do selo Trama Virtual. se o tal senador ainda fosse idôneo, beleza! mas camarada que teve campanha finaciada através de 'valerioduto' vir dar uma de cavaleiro do bastião da moralidade... faça-me o favor!
mais detalhes e petição online para tentar barrar essa estupidez.
2- publicidade do senado brasileiro extrema e absurdamente superfaturada. esse, deixo a palavra para um blogueiro infinitamente mais tarimbado que eu.
informações coletadas pelos: contraditorium e blog do tas.
7/11/08
mudança de paradigma linguístico [ou momento TDUD?]...
quando olhei para trás, me deparei com um outdoor no mínimo curioso.
era uma revista adulta com capa da Júlia Paes [atriz/modelo/puta/ex-da-filha-da-gretchen] sob a alcunha de "A Namoradinha o Brasil".
bem. fiz uma pesquisa rápida no deus-google e não achei a revista para postar aqui. mas achei algo mais surpreendente.
isto:

sério!
é a alcunha dela. não é um caso isolado da revista que eu não lembro o nome. até a sexy [segunda publicação masculina adulta do país, ficando atrás só da PlayBoy, por motivos, agora, óbvios] disse que ela é a "Namoradinha do Brasil".
a única explicação plausível até onde eu entendo é que ela dá para todo mundo isso significa que ela namora o Brasil todo.
poemeto erótico-literário...
você será meu livro.
e nunca antes um livro foi lido com tamanha dedicação.
nunca houve leitor mais dedicado a um livro como serei eu às suas páginas.
em cada curva, cada concavidade e reentrância não terão mais mistérios nas minhas mãos
aos meus olhos.
lerei seu braile.
decifrarei seu código.
de cabo a rabo.
7/7/08
Banda; Álbum; Capa...
- O título desse verbete aleatório da Wikipedia será o nome da sua banda.
- As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações formarão o nome do seu disco.
- A terceira foto dessa página do Flickr será a capa do seu disco.
Nome do álbum: REACH TO HIMSELF
Capa:
[podia ter rolado um photoshop na imagem para, incluindo os caracteres, fazer uma capa de verdade. mas fiquei com preguiça]
contrapontos...
no meio dos mares de morros se fala "Deus me livre". na terra das araucárias se fala "Deus o livre".
ainda que não tenha adquirido o hábito de falar, e me estranhe cada vez que escuto, prefiro o segundo modo.
6/27/08
anacronismos...
digo camisa porque já me disseram, certa vez, que camisa-de-botão é um pleonasmo. mas meu problema não é em relação à camisa em si. tanto que chamo praticamente qualquer indumentária para cobrir o dorso de camisa.
meu problema é o botão.
caros! vivemos na era do zíper, do velcro, dos tecidos com fibras elásticas o suficiente para que seja colocado o corpo sem deformação. mas porque ainda usamos o botão? essa herança da antiguidade.
pensem no tempo que é perdido todas as manhãs e todas as noites abotoando e desabotoando?
e o que é pior! nos pegamos usando smartphones e camisas de botão. me diga se não é uma grande incoerência social? e não é? se existem infinitas formas modernas de se usar roupas, porque eu ainda preciso usar uma que ainda não tenha ultrapassado a simples limitação do botão?
mais! ainda somos presos ao conceito de pensar que isso é se vestir bem. sério, até onde eu entendo, quando eu vejo uma pessoa com camisa de botão eu penso: "lá vai um cara que perde tempo".
se o botão ainda fosse bem visto socialmente, vá lá. mas nem isso. as pessoas não gostam de botões. porque se gostassem não usariam gravatas. ou, além de esconder os botões, existe outra finalidade para uma gravata? nem para esquentar o pescoço, nas raras noites de frio, ainda que existentes, deste país tropical, esse inútil assessório se presta.
mas a gravata é outra história...
de qualquer jeito, isso é o de menos. é apenas mais um caso desta nossa estranha contemporaneidade cheia de contra-sensos.
6/24/08
6/18/08
Conversações...
Cérebro: eu tô tentando! mas não tenho nem idéia!
Metabolismo: como não?!?! não é você o sabichão? o decifrador de mundos?
Cérebro: tá... eu ainda não sei. mas vou entender... eu acho...
Metabolismo: enquanto isso eu reajo aleatoriamente.
Cérebro: ahn?
6/12/08
deslocamentos...
porque a vida é feita de pessoas deslocadas e que não são definíveis por si mesmas, mas por como, quando, onde e porque encontram seus pares. e os indivíduos nos filmes do elegante diretor chinês são exatamente assim. solitários que vislumbram alegria de viver quando encontram com outros solitários.
mas mais importante que isso. devemos assistir a esses filmes porque a solidão e inexatidão das pessoas não impedem que elas vivam histórias dignas de serem contadas.
devemos assistir porque aprendemos com a ficção que a realidade é uma coisa bonita...
6/10/08
100 nada mais a dizer...
isso não só é ridículo como vexaminoso para mim. porque quer dizer que em pouco mais de dois anos de existência eu não tive a capacidade de conseguir nem cinco textos minimamente decentes por mês.
mas enfim. ainda me pergunto qual a relevância desse espaço socialmente. eu entendo perfeitamente porque eu mantenho esse espaço dentro de minha ótica particular. mas, sinceramente, não tenho a menor idéia do que isso significa numa esfera macro.
por isso, no final do último parágrafo, eu decidi escrever mais por aqui, ao contrário de acabar com o espaço. e pretendo escrever breves resenhas de livros e filmes que eu gosto ou acabei de ver/ler [por puro exercício de estilo], pequenos contos e poemetos com mais frequencia. acho que as reflexões existencialistas não tem me levado a lugar nenhum, mas sempre que alguma questão me ocorrer eu vou me esforçar para postar aqui também.
então! que esse centésimo texto seja sinal de algo mais interessante para o mundo.
cheguei a conclusão de que tem muita gente medíocre e babaca falando bobagens por aí. então é simplesmente criminoso que eu guarde meus pensamentos todos dentro de mim...
6/3/08
Porks and beans...
Rivers Cuomo é formado em Oxford ou Berkley (não me lembro e estou com muita preguiça de procurar... de qualquer jeito tanto faz, as duas são as maiores da inglaterra) em literatura inglesa. formado com louvor, o qe faz de Rivers Cuomo um belo nerd!
o problema é que Rivers Cuomo é o frontman [na falta de uma palavra brazuca melhor] do Weezer.
e você me pergunta: ué... qual é o problema?
o problema, leitor incauto, é que um nerd não pode estar em uma grande banda de rock. nerds e rock não combinam. e não vale falar do Radiohead. aquilo é rock cabeção. é diferente de rock nerd!
o meu ponto é que rock-nerd é uma contradição em termos e um sinal claro do fim dos tempos...
e esse sinal já vem desde dos idos dos anos 90...
como eu disse em um post de tempos atrás... TEMEI!!!
5/28/08
existencialismos morfológicos...
eu já me considerei, em tempos mais arrogantes, um expecialista em saudade. muitas cidades, muitas pessoas, muitas épocas. mas isso te ensina somente a reagir a saudade.
a questão é que nunca está claro do que é que se sente saudade.
me explico.
quando se sente saudade de uma pessoa, estamos mesmo sentindo saudade de uma pessoa?
eu acho que não. acho que na melhor das hipóteses nós não conseguimos sentir saudade só da pessoa. mas sentimos saudade de tudo aquilo que ela representa. sentimos saudade do tempo, do período. sentimos saudade das boas sensações. sentimos saudade de nós mesmos.
sentir saudade é um ato de egoísmo...
5/25/08
o fim...
por isso ... TEMEI IRMÃOS!!!
pois os direitos autorais do apocalipse são da igreja católica...
5/13/08
da demora em novidades...
parei com isso de ignorar meu crítico interno.
mas ando matutanto coisas para mais adiante.
não que alguém se importe realmente com o fato de eu escrever ou deixar de escrever... exceto meu chefe, mas ele não é bom em enxergar a poesia nas coisas.
3/9/08
idéia para o Laerte...
segundo quadro: um close no rosto; outro balão com gargalhadas, o mesmo semblante, o mesmo contraste.
terceiro quadro: close no nariz; ainda mais gargalhadas; box de texto com os seguintes dizeres "piada interna no nariz..."
Herança…
Hoje, revistando minhas memórias e conhecendo meu avô através de meu pai e suas histórias, posso criar algo que acredito ser próximo da realidade. Em minha cabeça meu avô é um homem de sorriso amável, de poucos e simples gostos.
Tinha frio nas orelhas, por isso um de seus mais valiosos pertences era um chapéu, presente de meu pai, que lhe cobria a cabeça e as orelhas.
Também tinha um curioso gosto pelo cheiro de gasolina e mais de uma vez afirmou que só não bebia por medo de sair buzinando.
De meu vô herdei algumas coisas. O sorriso discreto está aqui em algum lugar, acrescido, sempre que posso, de uma ruidosa gargalhada. Mas isso vem do outro lado da família.
Não herdei o frio nas orelhas e muito menos a simplicidade interiorana. Tampouco herdei seu gosto pelo cheiro de gasolina. Mas herdei, sim, o medo de sair buzinando um dia.
2/22/08
Filmes conhecidos (ou nem tanto) que merecem ser vistos…
Resolvi brincar de cronista. E para isso resolvi fazer textos breves de apreciação cinematográfica. Cinema é meu esporte favorito. E a idéia, como é regra neste meu quarto de entulhos de pensamento, é brincar com algumas idéias.
Para este primeiro texto eu evoco um filme relativamente novo, que acaba de ser lançado em DVD. “Mandando Bala”.
Resolvi fazer uma pequena lista de motivos para se assistir esta obra-prima de uma hora e meia.
Ei-la:
Para começar o filme tem Clive Owen. Ele interpreta o Sr. Smith. Um cara mal humorado, extremamente bem treinado em combate corpo a corpo e armas de todos os tipos e com uma estranha predileção (ou seria fetiche?) por cenouras. Sim, sim. Pernalonga (um dos meus ídolos pessoais) não surgiu na sua cabeça de graça. Em certo momento o personagem do Clive Owen chega a nos brindar com um impagável “Anh...What’s up Doc?!?!” antes de um assassinato divertido. Aliás, como tantos ao longo do filme. Mas este é um tópico que vai ficar mais abaixo.
Clive Owen é um ator genial. Concentrado, preciso e com boa química quando em contato com outros atores. E o mais legal é pensar que o filme que ele fez antes desse também envolvia um parto em uma situação perigosa e a proteção de um bebê que se revele muito importante (o outro filme, a quem interessar possa, é “Filhos da Esperança”, no Alfonso Cuarón. Genial, para falar o mínimo). Mas como ele mesmo disse: “em apenas um deles o cordão umbilical é cortado com um tiro...” precisa dizer mais?
Sim!
O filme ainda tem Paul Giamatti. Poucas vezes na minha vida eu vi um ator transparecer que se divertiu tanto fazendo um papel. Ele interpreta um gênio analítico completamente sádico contratado para dar cabo no pobre do bebê, até que o nosso querido Sr. Smith entre no caminho dele. Saca as pessoas só de olhar. Feio, baixinho, gordinho. Até o bigode do Eufrazino está lá. E sim. Para este personagem está reservado uma das melhores mortes do longa.
Para coroar o trio de protagonistas está a belíssima Monica Belluti. Ela faz uma prostituta que dá leite (!). E como não amar esses roteiristas de Hollywood que nos trazem as desculpas mais esfarrapadas para mostrar as carnes da musa italiana. (meus queridos! Não deixem de conferir os extras do DVD. Lá tem uma cena deletada em que ela paga um lindo peitinho. Isso, claro, no caso de vocês não terem saco para assistir “Irreversível”. Cinema classudo europeu não é para todos).
Há ainda a incrível trilha sonora. Nirvana, Wolffmother e Motor Head, só para citar as três primeiras músicas. Genial!
Não contentes com tudo isso, os realizadores (não me lembro de cabeça e estou, no momento, sem net. Não vou pesquisar porque os nomes dos roteiristas e do diretor realmente não vem ao caso, são meras nulidades cinematográficas) ainda nos presenteiam com deliciosas cenas de ação insanas e mortes dos melhores tipos. Todos os clichês do gênero estão presentes. O nosso herói chega a dizer em um momento: “eu não atiro em cachorros, eu gosto deles...”. Não resisto a escrever: hahaha!
O filme é excelente (e não apenas razoável como pregaram os críticos de cinema pretensamente mais habilitados e gabaritados que este que vos escreve) simplesmente porque não quer ser outra coisa que não um filme absurdamente descerebrado. Muito mais até que o filme irmão “Adrenalina”. Pelo simples motivo de que este último faz um pouco mais (mas não muito) de esforço para justificar suas insanidades.
Recomendo! E muito! Perfeito para quem chegou cansado do trabalho e quer dar um descanso para o cérebro. Ah! É imprescindível que a pessoa não se incomode com algumas cenas de muito sangue e um roteiro que mais pareça um queijo suíço.
Bem amiguinhos e amiguinhas (os eventuais três leitores deste blog), vou, mas juro que volto. Este primeiro foi só uma brincadeira que eu não resisti. Precisava brincar com as idéias que este filme me trouxe.
A partir de agora eu vou falar, eventualmente, sem método, sem periodicidade fixa e sem formato estruturado, de alguns filmes que são bem obscuros ou antigos e eu acho geniais. E também não pretendo parar com os pensamentos abstratos, mini-contos da mais insana ficção, crônicas da vida citadina e poemetos que são características deste espaço que já é característico por não ter característica... Anh?
2/12/08
empresas...
o que aprendemos com isso é que metáforas são legais!
2/6/08
no ônibus... (1)
ela o cutucou, de leve, e perguntou se gostaria que colocasse sua mochila no colo.
- esse é o menor dos meus pesos - disse, num sorriso cansado.
1/23/08
1/20/08
uma pergunta...
esqueça a morbidez do tema e simplesmente pense de forma objetiva.
diz aí! se essa fosse a sua última oportunidade... o que você gostaria de me dizer?
1/10/08
Ode à minha arrogância…
Mundo, mundo vasto mundo.
Mais vasto é o meu coração. Desnudo.
Sem eira nem beira, sem lá nem cá.
Meu coração é desenorme. Vai de uma ponta a outra de meus dedos em meus braços esticados.
Pelo outro lado.
E não tem cor e não tem forma que nesse mundo seja mais colorida e mais helicoidal disforme pelo avesso intrínseco ao jeito que deixou de ser que não seja mais tudo isso dentro de mim. Dentro de meu coração.
Mas além de tudo meu coração é inquieto e cheio de soberba.
Quer ir mais e mais na insignificância que todo esse é mundinhão aí fora só para apontar e dizer:
-ó í! Tá vendo? Cá dentro é tudo maior. Mais bonito. Mais colorido.
Eu só olho. Desolho. E fico com as duas imagens cá guardadas.
É que meu coração não vê que ele só é grande porque tem tudo o que já tá feito e mais as delícias do delírio para torcer e distorcer tudo dentro de si.
12/17/07
em quantas crianças de 5 anos vc bate...
27
Looking for payday loan?
acho que eu fiz um bom número... é praticamente uma sala de jardim da infância completa!!!
12/13/07
Família e Resoluções para o Natal...
Eu sou um leitor ávido. Leio praticamente tudo o que é posto em frente aos meus olhos. É claro que eu sou, ao mesmo tempo, seletivo, de forma que, se me desagradou, eu não volto a procurar o mesmo autor. Mas leio desde cânones até literatura pop, passando por milhares de coisas da internet, incluindo aí blogs dos mais variados.
Em vários exemplares destes últimos tenho encontrado, nos mais personalistas, claro, todo tipo de reflexões sobre o fim de ano, sobre as festas, sobre os constrangimentos da festa de confraternização de empresas, sobre o natal, sobre o ano novo, resoluções, amigos secretos e afins. Ou algo que os valha.
Pois bem, eu também terei e trarei um meu quinhão de textos sobre toda a louca mística que envolve dezembro.
Para começo de conversa eu preciso dizer que tenho a mais absolutamente normal das famílias, o que quer dizer que eles se juntam todo ano. E todo ano brigam alucinadamente uns com os outros jurando que este será o último e que no ano que vem passarão sozinhos.
E o que acontece no ano seguinte?
Surpresa! Todos se organizam para se juntar e novamente se indispor uns com os outros. Num perfeito clima natalino. Evidentemente.
Onde eu entro nisso tudo?
Bem, eu não sou o que se pode chamar de exemplar típico da família. Digamos que eu me esforço muito para a construção de um olhar crítico, enquanto todos os meus pares consangüíneos estão mais para um tipo mais raso. Apenas digamos.
Ta! Eu sei que você, eventual leitor, que não conviva comigo e não me conheça (estou supondo que esse tipo exista), ache que eu sou arrogante e me acho melhor que as pessoas da minha família, que sou um típico caso de intelectualóide que leu e viu umas coisinhas a mais e se acha melhor que as pessoas que o rodeiam.
Bem... Na verdade eu não descarto essa possibilidade. Ocorre-me, de vez em quando, que eu posso estar, sim, menosprezando a inteligência das pessoas que me rodeiam.
Só que, na maioria das vezes, eu tento colocar temas mais interessantes
Então me veio, num belo dia, a iluminação (finalmente)! Eu, este ano, entendi que as pessoas não querem colocar assuntos
Pensando em todas essas coisas, qual é a minha resolução para a festa de natal da família?
Para dar minha contribuição para a harmonia e bem aventurança da festa eu estou, neste momento, me comprometendo a simplesmente concordar com qualquer imbecilidade, clichê, estupidez, lugar-comum, atrocidade verbal e/ou falácia que for dita na festa.
Então aquele meu primo mais besta pode vir me falar que o melhor filme que ele viu esse ano, quiçá (ele não dirá quiçá, seria pedir muito) de sua vida inteira, é homem-aranha III. Não me importa. O máximo que eu me dignarei a fazer (em último caso) é dizer que gosto mais do primeiro.
Não falarei da filmografia do Sam Raimi. Muito menos dos eventos dos quadrinhos. Menos ainda de teorias e técnicas cinematográficas.
Aquela minha tia tacanha pode se virar para mim e dizer que Paulo Coelho é o melhor escritor brasileiro, quiçá (olha ele aí de novo) do mundo. Recuso-me a dizer ‘não li, não gostei’. No máximo: ‘não li’. E sorrir.
Não vou falar de todos os autores brasileiros que são incríveis e têm suas palavras marcadas no meu coração. Não vou falar dos maravilhosos autores latinos que ressuscitaram o realismo fantástico e muito menos dos beats americanos, menos ainda dos cânones europeus.
Se a situação ficar muito desesperadora meu último recurso será sair correndo e pular na piscina e gritar debaixo d’água com toda a força dos meus pulmões:
NÃO! SEUS BURROS! TENHAM UM POUCO MAIS DE CRITÉRIO PARA AS VIDAS DE VOCÊS! PAREM DE ACEITAR TUDO MASTIGADO! PENSEM! PENSEM! PENSEM!
Mas isso... Só em último caso...
11/23/07
animais...
pode não ser lá muito fácil fugir desses papeis. mas a consciência de que eles existem já o coloca em grande vantagem na hora de escolher mudar.
11/9/07
coisas...
futebol.
veja bem, não sou contra o esporte. acho que é importante cuidarmos do corpo e, também, admirarmos quem o faz por profissão. mas, ponto 1, acho o esporte em si chato. muita lenga-lenga e pouco acontecimento. sou mais a favor de esportes mais dinâmicos. de qualquer jeito isso não é um problema. o problema todo é, ponto 2, que as pessoas colocam os profissionais desse esporte em uma posição de culto. os salários são obscenos e isso, ao invés de ser reprovado publicamente, é glorificado. uma outra gravidade é o fanatismo dos torcedores. que diferença real tem a vida de uma pessoa se um time perde ou ganha? e qual a finalidade de discutir os melhores times para cá e para lá se isso, ao final, não tem a menor relevância?
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
racismo/sexismo.
por que no mundo um cidadão pode pensar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pela aparência. apenas pelo fenótipo? tem tantos casos de gente absurdamente incrível (em ambos os casos, tanto de desviantes quanto de destaques socio-acadêmicos) em todas as cores e sexos e variações sobre esses temas que já surgiram no mundo. todo mundo tem potencial para ser aquilo que quiser ser. então porque as pessoas insistem em olhar umas para as outras e julga-las tão severamente. veja bem, eu não estou falando de preconceito. o preconceito é a base do aprendizado. você pega algo que não conhece e compara com tudo aquilo que conhece e tira disso uma conclusão. o problema é quando se apega demais com o pouco que se conhece. aí sim você tende a ser racista, ou sexista. o legal do mundo é que ninguém é igual a ninguém. abrace as diferenças!
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
11/6/07
as vezes...
pobre o que não explode.
nos olhos de uma bela que cruzam os seus na rua.
nas letras de um escritor despretensioso.
nos sabores, aromas e sons que o mundo oferece.
na vida. na vida...
11/5/07
escrever...
e é engraçado que é justamente assim que eu me sinto. não importa o texto, não importa o meio. o curioso é que sou (pratico) jornalista. meus texto já foram publicados em diversas ocasiões, apesar do meu pouco tempo de ofício. já fui lido e muito elogiado. mas sempre tenho muita, muita vergonha de meus textos. sempre que alguém me lê (principalmente se estou perto) é como se eu estivesse nu, sendo avaliado, investigado. e não sou purista dos meus textos. aceito alterações, modificações, desde que sejam bem justificadas, ainda mais que sei que tenho uma séria tendência a fazer de meus textos um grande e louco samba do crioulo doido.
mas não sei o que acontece. talvez eu acredite que, por mais que um texto meu seja para fins institucionais, eu sempre me esforço para deixar ali um pedacinho da minha alma. desconheço outro jeito de escrever. sempre, sempre, fico envergonhado com alguém fará, ao menos, a primeira leitura de uma pequena 'obra' minha.
e eu, sinceramente, não consigo precisar de onde vem essa vergonha toda. já brinquei de ator, nos meus idos anos de faculdade (pretendo voltar aos palcos um dia, me faz falta poder ser alguém que não sou eu), e nunca tive problemas, já tendo enfrentado, até, dois grandes desafios. um primeiro foram um amontoado de crianças, o outro, uma platéia de quase mil pessoas. já brinquei de televisão nesses mesmos anos e, apesar de não gostar de câmeras e achar que elas oprimem mais que uma platéia de 1000 pessoas, nunca me senti tão desconfortável como quando alguém está lendo meus textos.
e já, como disse, em geral, meus textos são elogiados, desde os jornalísticos (esse menos, sou obrigado a admitir, mas tenho melhorado) até os mais opinativos (delimito gêneros para fins de discussão, mas para mim é tudo a mesma coisa), passando pelos literários (esses últimos me divertem muito mais a execussão) e pelos mais acadêmicos (que pela possibilidade de articular idéias de forma mais sofisticada, me agradam fazer também).
ao mesmo tempo, quando escrevo por 'hobbie', eu tenho uma gigantesca necessidade de burilar o texto na minha cabeça. me divirto muito escrevendo 'about me's do orkut. passo horas, dias, pensando na melhor forma de se escrever aquilo que quero escrever, ou aquilo que penso melhor representar o que sou eu, no momento. ultimamente têm sido pequenas frases que delimitam tudo e abrem interpretações.
gosto muito de algumas, como:
"...caixinha de boas recordações com medo profundo e sincero de não ter onde colocar as mãos...
parece confuso? é mesmo!"
"...mixto tresloucado de devaneio e realidade..."
"no momento metade de mim é saudade do que fui, enquanto a outra metade é nostalgia em relação ao que poderia ter sido e não mais será. o que sobra (porque quando se divide algo em duas partes sobra a matéria de todo um novo universo) é a excitação pelas possibilidades do porvir..."
agora o que está é:
"...um amontoado de palavras desconexas, descontentes, desfiguradas, desencontradas e descoordenadas...
significados? todos!"
ou como meus agradecimentos nos convites de formatura:
"com medo de errar e ofender o cânone familiar, recorro ao clichê: agradeço a Deus, pais, resto da família e amigos!"
"agradeço a Tia Minervina pelas primeiras letras e aos meus pais por terem assinado turma da mônica na hora certa. o resto foi conseqüência."
é engraçado que desses pequenos escritos eu tenho muito menos vergonha. acho que por ter ficado muitos e muitos dias pensando e pensando neles (motivo pelo qual eu, inclusive, decorei esses testículos) eu acabei criando um certo tipo de orgulho.
e acho, também, que o fato de eu trabalhar escrevendo tem me feito menos nervoso em relação e esses textos. apesar de que eu ainda me sinto muito, mas muito mesmo, inseguro em relação a escrever mascarando minha subjetividade para fins mercadológicos. mas talvez isso não seja uma coisa tão ruim assim...
10/31/07
cumprindo demandas...
a que segue:
1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
a frase em questão é:
"Assim, o outro ficaria e ele iria embora." do fábulas italianas, do Ítalo Calvino.
1º eu não tenho computador no mesmo ambiente em que tenho livros;
2º meus livros estavam desorganizados então peguei o primeiro da pilha;
3º eu não li esse livro ainda, então fiz algo contra a minha índole que é, justamente, abrir um livro que não estou lendo no momento;
4º a frase é absurdamente apropriada para meu momento atual. acabei de me mudar para um lugar bem, bem longe de onde estava. eu sou o que foi embora;
5º não tenho 5 blogues com quem converso. tirando a dri supracitada, tenho 2. e a eles repasso:
cá e biel ...
10/9/07
pintura...

o autor é Pablo Auladell, e qualquer um pode ver mais coisas dele no seguinte endereço:
http://pabloauladell.blogspot.com/
9/28/07
9/11/07
o que aprendi...
que se uma pessoa diz sofrer de saudade é porque tem arrependimentos e está tão presa ao passado que não consegue viver o futuro.
que distância é uma invenção, mas que só precisa que um lado se sinta distante para que dois pontos/pessoas/coisas/sentimentos/fatos(...) se afastem.
que o mundo é um lugar divertido com breves momentos de sofrimento, e não o contrário.
que as coisas dependem mais do nosso ponto de vista para existirem que o contrário.
que as pessoas gostam de outras pessoas. se alguém parecer não gostar afaste-se dela, tem sempre alguém disposto a amar e dar amor ali bem perto.
aprendi que um sorriso não abre portas. abre corações de pessoas que abrem portas.
que um livro é uma companhia inigualável na falta de amigos. mas livros acabam, amigos não.
aprendi que o mundo é redondo e dá voltas, o que quer dizer que as coisas mudam menos do que a gente pensa.
que quando falam que um povo é frio querem dizer que o povo vai esperar um pouco para abrir os braços para você.
aprendi que a melhor coisa de se ir para um lugar de coração aberto é que sempre existe um lugar para onde se voltar.
aprendi que lar é onde está seu coração.
e que coração é uma coisa que se carrega no peito, não se deixa nos lugares.
mas o mais importante é que eu aprendi que tenho muito que aprender...
9/4/07
imagem de exibição...
primeiro porque sou fã de carteirinha do calvin. mais ainda, do Bill Waterson, criador do calvin e haroldo.
e segundo porque é assim que eu me vejo. uma criança se divertindo tendo ideias, tendo ideias divertidas e se divertindo com suas ideias...
8/7/07
calvin...
8/6/07
compreendendo a passagem do tempo...
quando se é criança a gente se machuca mais por fora. quando se é adulto, mais por dentro.
isso me fez perceber que existe uma semelhança. que, não importa a idade, quanto mais você se preocupa em não se machucar, mais você sente que está deixando de viver as coisas mais importantes da vida.
7/25/07
escolha...
é uma casa grande, ampla, agradável. passei muitos bons momentos por lá.
desde que nos mudamos para lá, e mesmo muito tempo depois de eu ter me mudado, havia, ao lado da casa, um terreno baldio. este terreno se situava na esquina de uma, relativamente, grande avenida da cidade, com a rua que é a da casa dos meus pais. por muitos anos eu passei por ele sem me importar, mas, no fundo, eu sempre gostei daquele lugar vazio, meio intocado. me dava a sensação de que ainda havia muito espaço no mundo.
no ano passado iniciou-se uma construção. meus pais ficaram chateados pois são três casas germinadas em um terreno, o que ajuda a desvalorizar a propriedade deles. além disso agora tem muito mais sombra no quintal na parte da tarde. os pedreiros são muito barulhentos, o que traz incomodo de você pretende aproveitar um pouco da paz de um lugar meio afastado. enfim, uma série de pequenos aborrecimentos, mas nada muito dramático.
mas uma coisa me incomodou muito. muito mesmo. a ponto de me deixar as vezes frustrado. é a questão do caminho.
gosto muito de andar a pé. até hoje com carros e carteiras de motoristas, quando o lugar é acessível eu prefiro caminhar. esse hábito vem da minha juventude (bem, jovem eu sou, é justo dizer que o hábito vem da minha adolescência) quando não tinha carteira e não gostava de pedir meus pais para me levar e buscar para os lugares.
a questão é que muitas vezes (as vezes até três vezes por dia) eu vinha dessa avenida principal e virava a esquerda contornando o terreno. eu nunca atravessei o terreno, mesmo quando estava bem capinado. por toda a minha existência eu sempre contornei.
e quando as obras começaram eu notei que perdi alguma coisa. eu senti que algo mais tinha mudado no mundo. que não era a simples desvalorização do terreno. que não era a sombra. muito menos o barulho dos pedreiros pela manhã.
eu percebi que nunca mais poderia atravessar pelo meio do terreno. eu sei que eu nunca atravessei e provavelmente nunca atravessaria, mas me incomodou perder meu direito de escolha.
7/18/07
da série: coisas divertidas na rede (2)...
ouça a música e escreva o nome do filme.
divirtam-se:
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops2.shtml
7/16/07
estética 2...
me explico.
estava achando muito legal aquela coisa do blog estar muito tosco. bem parecido com os sítios dos primeiros anos da internet. mas por algum motivo que eu ainda não entendo, quando alterei o código, eu modifiquei os links para meus posts antigos. e isso é inaceitável.
por isso fiz apenas alterações de conteúdo, como os nomes da parte de arquivos e os links aí do lado. são todos sítios que eu recomendo e freqüento sempre que posso.
além disso escolhi um desing bacaninha lá nas alternativas que o próprio blogspot recomendou.
enfim, é isso.
7/13/07
estética...
ainda tenho muito que aprender e quero ver até onde isso me leva...
mas foi bacana trocar as cores nesse blog...
quem sabe em um futuro eu não consiga mudar a organização das coisas?
e até criar um design realmente decente???
7/10/07
abaixo assinado...
o nosso querido bispo-deputado marcelo crivella tem trabalhado muito para fazer uma pequena modificação à lei Rouanet. essa lei é a que garante que projetos culturais consigam verba de grandes empresas dedutíveis do imposto de renda. logo o governo deixa de receber uma grana que será repassada automaticamente para projetos culturais. até aí não tem segredo. todo mundo conhece a lei Rouanet.
o que acontece é que o deputado-bispo, sobrinho do só bispo edir macedo, quer que essa lei se estenda à construção de igrejas e templos. lembre-se que as igrejas e templos já não pagam impostos. ou seja, não contentes em não pagar impostos, eles querem que nós paguemos as suas construções.
para isso foi criado um abaixo assinado. e ele está com pouquíssimas adesões. pouco mais de 27 mil assinaturas. pense que 27 mil pessoas é só o que a igreja universal tem em um ou dois dos seus templos.
faça a sua parte, não custa mais do que dois minutos. ajude o Brasil a dar esse passo, ou evitar esse passo para trás, rumo a consolidação do estado laico.
clique aqui ou vá em http://www.PetitionOnline.com
7/9/07
recomendação...
la gioconda, revista de literatura. sim, aqui se publicam contos e poemas. e como isso não se vê mais em papel eles migram para onde podem sobreviver.
acesse aqui.
ou vá em www.lagioconda.art.br
deleite-se
coisas divertidas na rede...
como tenho dois nomes, e não aceita mais que 10 caracteres, tive que fazer dois...hehehe
7/7/07
sexta a noite...
leia coisas divertidas na internet escutando boas músicas;
tome a última cerveja da sua geladeira;
tome um bom e demorado banho escutando outras músicas;
assista um filme bem bacana que ninguém ia querer ver mesmo (tipo rocky-um lutador);
leia até dar sono;
faça isso uma vez por ano. mais que isso pode ser prejudicial a saúde. o programa só é válido se você tem vida social ativa e está 1: com preguiça 2: sem dinheiro.
7/6/07
silogismo...
leio logo penso logo existo
penso que penso logo penso logo existo
existo logo penso que penso
escrevo logo penso logo existo
gosto logo penso logo existo
olho logo penso logo existo
escuto logo penso logo existo
sinto logo penso logo existo
des-existo logo existo
desloco logo penso logo existo
vôo logo me iludo logo penso logo existo
comunico logo penso logo existo
cuido logo sirvo logo existo
inverto logo subverto logo penso logo existo
machuco logo penso logo evito
multiplico logo existo
consisto logo insisto logo invisto logo existo
manipulo logo desvirtuo
7/5/07
álbuns para hora certa...
se terminaram com você 'bloco do eu sozinho' do Los Hermanos
se você terminou, mas está numa boa com a pessoa 'grace' do Jeff Buckley
se você está anormalmente feliz 'the magic numbers' do The Magic Numbers
se você quer transformar sua vida em um épico 'the rise and fall of zigg stardust and the spiders form mars' do David Bowie
se você está precisando ficar feliz 'céu' da Maria do Céu
se você quer ser levado para um mundo triste e belo 'OK computer' do Radiohead
se você quer ficar deitado na cama, olhando para o teto, pensando na vida 'chega de saudade' do João Gilberto
se você quer andar pela cidade olhando para as pessoas com a cara mais feliz do mundo 'pista livre' do Cachorro Grande
se você está achando o mundo um paradoxo constante 'móbile' do Paulinho Moska
se você está pensa que o mundo é apenas sem sentido, mas muito bonito 'so caso é chorar' do Tom Zé
se você quer se divertir com um álbum 'homem espuma' do Mombojó
se você gosta de alguém, mas ela(e) não sabe 'ao vivo mtv nando reis' do Nando Reis
se você está triste, por algum motivo '4' do Los Hermanos
se você não aguenta ouvir a mesma voz uma música atrás da outra 'trilha do filme a hora de voltar' vários artistas
se quer ouvir poesia e arranjos delicados 'acústico mtv' Lenine
...
não gosta de nada disso? tudo bem. gosto é relativo e pessoal. mas tenho certeza que, nestes momentos, esses músicos tem coisas valiosas para te dizer.
6/26/07
como discordar...?
ali do lado está o linque (em suas próprias terminologias) do zine do pirata.
em sua última acertiva ele fala um pouco do excesso de mercantilização do mercado editorial brasileiro e de como esse mercado fecha cada vez mais as portas para novos escritores que se interessam em escrever literatura. e dá-lhe auto-ajuda.
enfim, não pretendo me alongar muito simplesmente porque o texto dele diz tudo.
clique aqui para ver ou vá em:
http://zinedopirata.blogspot.com/2007/06/falou-e-disse-hoje-quartim.html
6/24/07
a vida...
é uma necessidade que a vida tem de nos fazer lembrar que não existem finais felizes porque simplesmente não existem finais.
tudo o que achamos ser liquido e certo é na verdade uma simples ilusão.
assim a vida atua. como um mágico que te distrai de um lado para que você não perceba a bela surpresa que ele está te armando com a outra mão.
as vezes são surpresas positivas, claro!
na maioria das vezes a vida está lá para te derrubar.
porque?
pelo simples motivo de que é importante para ela que você dê muito, mas muito mesmo, valor quando estiver de pé.
mas que as vezes é foda...ah! isso é...
6/13/07
homem-aranha 3...
e isso é muito triste porque eu, como bom nerd que se preza, adoro o homem-aranha.
6/8/07
6/7/07
música...
acho que não há como não recair, ou pelo menos esbarrar, nas idéias de Walter Benjamin.
Walter Benjamin foi um dos mais brilhantes teóricos da sociedade contemporânea. entre suas idéias estava o fato de que ao se desenvolver técnicas de reprodução industrial para a arte ela estaria perdendo sua aura. que a obra de arte que era única, por não poder ser multiplicada, teria uma aura que lhe garantia o valor de culto. mas ele nunca disse que isso seria problemático. ele falava que seria um processo muito bom para que mais e mais pessoas tivessem acesso à arte, à cultura, no sentido menos antropológico do termo.
essa, pelo menos, é a minha leitura de sua teoria, depois de muito ler e debater esse texto específico que é "A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica".
bem, o que eu acho que faz uma música ser boa (na verdade qualquer obra de qualquer tipo de arte) é o fato dela ter alma. não disse que ela precisa ser feita com alma. a alma das coisas surge quando as pessoas interagem com ela.
então, uma música tem alma para mim porque eu sinto que ela tem essa alma.
pegando casos concretos. "Last Goodby" do Jeff Buckley, tem uma das mais maravilhosas almas que eu já pude perceber. mas compreendo que ela não tenha alma para outras pessoas. da mesma forma que a maior parte das coisas que toca nas rádios mainstream não tem alma para mim, mas pode ter alma para outras pessoas.
high scool musical para mim não tem a menor graça. acho hiper produzido e sem graça.
mas faz todo o sentido do mundo pré-adolescentes se identificarem com todo o blábláblá de se sentir incluído ou excluído.
por fim, é muito importante dizer que uma música não precisa ser bem feita para que se sinta a alma dela.
eu, como bom fã de Los Hermanos, sou apaixonado por duas gravações toscas e desafinadas da banda. uma é "Bom Dia" uma baladinha feita no violão por Marcelo Camelo para sua esposa. a melhor gravação disponível é risível. a outra é "Pra Ver Se Cola", que eles estavam brincando de tocar, uma certa vez, e acabaram gravando só o refrão. é tão tosco que um dos dois (provavelmente o Amarante) vocalistas, quando vê que o outro está tocando um solo que nada tem a ver com a música, pergunta 'que isso velho?', ao passo que o outro responde 'não sei' e riem encerrando a gravação que não chega a um minuto.
mas, pelo menos para mim, essas músicas são absurdamente lindas.
6/3/07
rádio...
o que aprendi com isso?
que as pessoas estão ficando cada vez mais doidas.
à saber:
elas ouvem fresno/cpm22/nx0/forfun/haiteen (músicas pobres, de textura, de letras, de tudo!..além de ser emo), gwen stefani (quem disse para essa mulher que ela canta? a voz dela é irritante e tem a sonoridade de um tamagochi morrendo), fergie (sim, aquela mulher que fazia um contraponto vocal no black eye peas, lançou um álbum solo produzido pelos colegas de banda, mais do mesmo, só que niguém percebe. além do que a música de estréia, london bridge, é uma mistura irritante de mia com uma música igualmente irritante da gwen stefani, anteriormente citada), my chemical romance/panic at the disco!/simple plan(etc...) (valem os comentários para os emos nacionais, só que os nomes das bandas são trinta vezes menos imaginativos e, por isso, mais irritantes proporcionalmente).
para terminar, as pessoas estão ouvindo o hip hop internacional. bem, eu, pessoalmente, não gosto. primeiro por que tudo me soa pasteurizado e sem alma demais. as músicas, quando não falam de ganhar grana, comer a vadia da mulher do vizinho e ganhar mais grana são um apanhado de melas cuecas só que sem nenhunzinho acorde melódico. tudo é batida e sons estranhos. segundo por que acho a múscia negra made in brasil muito mais interessante, vide samba e o funky (tim maia que o diga).
enfim...
o que aprendi em um mês de trabalho em uma rádio jovem?
que as pessoas não gastam nem um pequeno microsegundo das vinte e quatro horas do seu dia para pensar sobre oque estão consumindo. a necessidade de se sentir incluído é tão grande que se opta pelo mais fácil e não se pensa, nem um pouco, se aquilo é realmente bom.
ou vai me dizer que, dentro de uma diversidade cultural tão grande, as pessoas realmente conseguem gostar do mesmo jeito das mesmas coisas?
5/6/07
ônibus...
- quando se espera tem de menos, quando se dirige tem de mais.
- etc...
3/14/07
jornal...
Ontem (13/03/07), durante o Jornal Nacional, eu percebi duas coisas. Ambos os apresentadores, depois de apresentar uma reportagem sobre a crescente onda de violência no Brasil, uma mais animadora e outra mais triste, fizeram uma pequena pausa, demonstrando, claramente, em seus rostos, um pouco de animação, um, e um pouco de tristeza, outro.
Ao final da primeira notícia, a recuperação da menina Piscila Aprígio e o seu bom humor (excelente bom humor, diga-se de passagem. Nunca em minha breve existência eu vi uma menina tão nova com tantos bons fluídos e tanto otimismo), a apresentadora Fátima Bernardes não consegue disfarçar um sorriso largo. É até importante prestar atenção na forma como ela tenta suprimir um pouco da sua alegria no momento. Mas é visível sua satisfação com o otimismo da menina.
É importante, pelo menos para mim, esse pequeno gesto dos apresentadores. É importante pelo simples motivo de que esses dois gestos geram significado. Na verdade eles geram mais significado do que a maior parte dos outras notícias. É importante por, talvez, ajudar as pessoas perceberem que a objetividade jornalística já está virando um vício, mais ainda, um vício perigoso. Afinal, é muito bom perceber que não são robôs pré-programados que estão por trás do balcão dos telejornais.
3/8/07
os meio conhecidos...
o meio conhecido é aquele tipo que surge uma somente muito de vez em quando, que você já trocou uma ou duas palavras em uma festa longíngua, mas que ele insiste em te cumpimentar todas as vezes que te vê.
o problema é que você, normalmente, não lembra seu nome, não sabe de onde ele veio, não tem nem idéia de onde se conhecem, mas sua educação familiar lhe obriga a, primeiro, sorrir para o cidadão e, segundo, responder um eventual comprimento.
mas ele não se dá por satisfeito, não! ele tem que vir perto de você, puxar papo e te perguntar alguma coisa minimamente pessoal para, na verdade, gastar o seu tempo (o seu, não o dele) lhe falando das maravilhosas realizações dele nos últimos tempos:
- opa!
-oi...
-como você tá cara? já está trablahando?
-não eu...
-como não? você que é tão inteligente...por que eu mesmo estou nessa empresa...
e a você só resta sorrir e balançar a cabeça até que o ônibus chege a seu destino, ou que alguém te chame para outro canto da festa ou que... enfim...que Deus te salve...
3/6/07
os dias e os sonhos...
não. não é aquela associação simplista de que tem dias que são tão bons que não nos sugerem realidade.
é algo diferente. é algo na textura do dia (se é que isso existe), é como se o dia, desde seu início até o crepúsculo e além, fosse todo feito da mesma matéria que o lusco-fusco, que o ocaso.
essa é, claro, uma opinião minha. nunca comentei com niguém para saber se existe alguém que concorde comigo. e poucas vezes encontrei nas artes coisas que me trouxessem reminiscências dessa mesma sensação. me recordo agora apenas de 'asas do desejo' do win wenders.
mas a verdadeira questão é que nunca consegui entender porque esses dias existêm. porque construir um dia com toda essa matéria de ocaso, de memórias fugidias. sim, porque o mais interessante desses dias é que nós, ao tentarmos nos lembrar, não conseguimos. e essa é a grande proximidade desses dias que são feitos de seis horas com os sonhos. quando tentamos nos lembrar dos detalhes eles nos fogem. quando pensamos que lembramos, é aí que eles já se foram a muito tempo.
3/4/07
2/28/07
sugestão...
se você estiver distraído o suficiente, ou atento o suficiente, é possível, por algum tempo, imaginar que a vida tem trilha sonhora.
recomendo muito que tentem andar ouvindo David Bowie. ele transforma as minhas caminhadas em épicos. é maravilhoso.
2/4/07
e o rio de janeiro continua...
é muito interessante como muitos dos lugares são facilmente identificáveis. quer dizer, quem nunca ouviu falar em leblon, barra, tijuca, flamengo, urca, copacabana, ipanema, santa tereza, enfim, uma lista interminável.
essa fato traz, por um lado, um grande problema porque tudo é muito idelaizado. afinal, não tem como não se decepcionar um pouco com os arcos da lapa, por exemplo. eles não são tão glamurosos e branquinhos quanto nos querem fazer acreditar. as praias deixam muito a desejar para quem conhece o litoral nordestino (com grandes excessões em ambos os casos).
mas, com um pouco de insistência, é possível conhecer um outro rio. o da efervesência cultural e não o dos cartões postais. e aí se tem um vislumbre do que a cidade pode oferecer.
as praias nunca valeram pela beleza natural, em geral. elas valem por que tem sempre uma roda de capoeira, uma moçada fazendo samba, gente bonita passeando, e pessoas da intelectualidade brasileira passeando, algumas vezes, dispostas a um bom papo com cerveja.
o mesmo vale para um lugar como a lapa. dezenas de bares com música ao vivo e grandes shows logo do lado compensam a descepção inicial.
enfim, se os brasileiro tem mesmo que ir em algum lugar para se considerarem como tal, não é tão mal que seja o rio esse lugar.
é claro que, por outro lado, tem o problema da violência. é certo que lá é muito sério, mas me pergunto se existe algum lugar que seja seguro nos dias de hoje...
1/5/07
ano novo vida nova...
volto quando estiver com saco para aguentar o mundo denovo.
12/15/06
citações...
na minha coleção só estão anotadas, muitas vezes, as iniciais dos autores. aqui eu coloco os nomes por extenso, mas, por preguiça de fazer uma pesquisa mínima, podem haver erros. coloquei também os nomes do livros.
bem, algumas dessas citações são de livros que eu li este ano (mas é outra minoria) e eu li um pouco mais de livros que estes este ano, só que alguns livros simplesmente não tem frases (ou não li tão atentamente assim) que sobrevivam por si só.
enfim...vamos a elas:
“O coração tem mais quartos que uma pensão de putas” Gabriel Garcia Márques, o amor nos tempos do cólera
“Deus adora ver gente com iniciativa” Chuck Pallaniuck, no sufoco
“Aí é que está o problema com as garotas. Toda vez que elas fazem um troço bonito, mesmo que não sejam lá nenhum tipo de beleza ou mesmo que sejam meio burras, a gente fica apaixonado por elas, e aí não sabe mais a quantas anda” J. D. Salinger, o apanhador no campo de centeio
“Somos bem menos gregos que pensamos” Michel Foucault, Vigiar e punir
“O valor das coisas não pode ser medido pelo que elas custam, mas pelo que custa a você obtê-las” Bob Dylan, crônicas volume I
“Se alguma coisa custa a sua fé ou a sua família, então o preço é alto demais” Idem, Ibidem
“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inesplicável.” Douglas Noel Adams, o restaurante no fim do universo
“existe uma Segunda teoria que diz que isso já aconteceu” Idem, ibidem
“A quietude possui seu próprio conjunto de problemas” Dave Eggers, uma comovente obra de espantoso talento
“um pouco de possível, senão eu sufoco” Gilles Deleuze
“A visibilidade é uma armadilha” Michel Foucault
“Existem momentos na vida em onde a questão de saber se se pode pensar diferente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir” Idem.
“Escrever é mostrar-se, dar-se a ver, fazer aparecer o rosto próprio junto ao outro.” Ieda Tucherman
“Somos jovens fingindo ser jovens” Dave Eggers, uma comovente obra de espantoso talento
“Cuidávamos estar perto do porto e encontramo-nos lançados em pleno alto-mar” Gilles Deleuze
“Algumas cabeças você não consegue mudar nem usando uma machadinha” Terry Prattchet, o fabuloso maurício e seus ratos letrados
“How can I tell that the past isn´t a fiction designed to account for the discrepancy between my immediat physical sensations and my state of mind?” Douglas Noel Adams
“Nossas fantasias e nossas necessidades são roterizadas” Jean-Louis Comolli, sob o risco do real
“Dizem que o diabo tem as melhores músicas. Isso é em grande parte verdade. Mas o céu tem os melhores coreógrafos” Terry Prattchet & Neil Gaiman, Belas maldições
“Eu sou o irmão dos dragões e companheiro das corujas. A pele que me recobre é negra e meus ossos estão calcinados pelo calor” Jó 30, 29-30. Citado por Alan Moore, Watchman
“A notoriedade não era tão boa quanto a fama, mas era muito melhor do que a obscuridade” Terry Prattchet & Neil Gaiman, Belas Maldições
“O cérebro humano não está equipado para ver Guerra, Fome, Poluição e Morte (os quatro cavaleiros do apocalipse) quando elas não querem ser vistas, e ele ficou tão bom em não ver isso que muitas vezes consegue não vê-las mesmo quando abundam por toda parte” Idem, Ibidem (grifo meu)
“...a civilização está a vinte quatro horas e duas refeições de distância do barbarismo” Idem, Ibidem
“Quanto mais fácil o trabalho, melhor o salário” Max Barry, Eu S/A
“Dizem que um pouco de conhecimento é perigoso, mas está longe de ser tão ruim quanto muita ignorância”. Terry Prattchet, direitos iguais rituais iguais
“Era difícil para mim acreditar. Quando o recreio terminou, me sentei na sala de aula e fiquei pensando no assunto. Minha mãe tinha um buraco e meu pai tinha um pinto que espirrava suco. Como eles podiam ter coisas como essas e continuar caminhando como se fosse tudo normal, conversando sobre banalidades, e então fazer aquilo e não contar nada para ninguém? Sentia realmente vontade de vomitar quando encarava a idéia de ter começado a partir do suco do meu pai.” Chales Bukowski, misto quente
“Porque tudo se reduz sempre a escolher entre algo ruim ou algo ainda pior?” idem, ibdem
[depois de um cachorro de rua faminto ter recusado uma parte de seu almoço] “Já não havia dúvidas de porque eu tinha me sentido deprimido durante toda a minha vida. Não estava recebendo a alimentação adequada.” Idem, ibidem
“Que tempos penosos foram aqueles anos – ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade” idem, ibidem
“Acho que vocês terão de inventar um monte de novas mentiras maravilhosas, ou as pessoas simplesmente não irão mais querer continuar vivendo” Kurt Vonnegut, matadouro 5
“Mas os evangelhos, na verdade, ensinavam o seguinte: Antes de matar alguém, tenha certeza absoluta de que ele não é bem relacionado. Coisas da vida” Idem, ibidem
“...grandes acervos de livros comuns distorcem o espaço, como pode ser facilmente comprovado por qualquer um que tenha estado num sebo muito velho, desse que parecem ter sido projetados por M. Escher num dia de pouca inspiração e possuem mais escadas do que andares, além daquelas fileiras de prateleiras que terminam em pequenas portas que com certeza são pequenas demais para dar passagem a um ser humano de tamanho natural. A equação é: Conhecimento = poder = energia = matéria = massa. Uma boa livraria não passa de um buraco negro civilizado que sabe ler.” Terry Prattchet, Guardas, Guardas.
“A vida é apenas química. Uma gosta aqui, um pingo ali e tudo muda. Um pequeno fio de um líquido fermentado e, de repente, você consegue viver mais algumas horas.” Idem, ibidem
“
“A razão pela qual os clichês se tornam clichês é que eles são os martelos e as chaves de fenda na caixa de ferramentas da comunicação” Terry Prattchet, guardas, guardas
“'Raspa, navalha'
“Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que nunca terá” Idem, as cidades invisíveis
“Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um tetreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.” Gabriel Garcia Máquez, memórias de minhas putas tristes
“Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver.” Idem, ibidem
“O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança” Idem, Ibidem
“Interrompia a cada tanto o que estivesse fazendo para ligar para ela, e insisti dias inteiros até compreender que aquele telefone não tinha coração.” Idem, ibidem
“Ninguém pode abrir sozinho o seu túnel pessoal para a claridade do dia, sem o risco de morrer sob os entulhos” Aníbal M. Machado, cadernos de joão
“No curso regular da frase pode uma palavra, uma imagem ou um movimento imprevisto assumir a força de uma aparição e iluminar subitamente toda a estrutura verbal. O que era neutro e opaco passa então a irradiar. Como se palavras esperassem a privilegiada portadora do elemento mágico que leva a todas a transfiguração da poesia.” Idem, Ibidem
“Mesmo a caminho da forca se deve apreciar o passeio”. Idem, ibidem
“O espírito só tem uma idade: ou é sempre jovem ou não é espírito.
Tudo mais é arquivo e reminiscência.” Idem, ibidem
“O pior momento não é o da morte. O pior seira se ela, minutos antes de chegar, nos acordasse do sonho da vida.” Idem, ibidem.
12/8/06
apenas uma dúvida...
12/7/06
sessão da tarde...
a história, basicamente, é a de um papai noel que pode ser real trabalhando em uma grande lojas de brinquedo em nova yorke...
não é difícil acreditar em em um papai noel, um bom velhinho.
o difícil é acreditar em um advogado, rico e com conciência...
até parece...

