ao ser humano foi dado o maior dos dons. a possibilidade de não precisar seguir os papeis que dele se esperam.
pode não ser lá muito fácil fugir desses papeis. mas a consciência de que eles existem já o coloca em grande vantagem na hora de escolher mudar.
11/23/07
11/9/07
coisas...
algumas coisas que o mundo poderia passar sem e explicações idiossincráticas:
futebol.
veja bem, não sou contra o esporte. acho que é importante cuidarmos do corpo e, também, admirarmos quem o faz por profissão. mas, ponto 1, acho o esporte em si chato. muita lenga-lenga e pouco acontecimento. sou mais a favor de esportes mais dinâmicos. de qualquer jeito isso não é um problema. o problema todo é, ponto 2, que as pessoas colocam os profissionais desse esporte em uma posição de culto. os salários são obscenos e isso, ao invés de ser reprovado publicamente, é glorificado. uma outra gravidade é o fanatismo dos torcedores. que diferença real tem a vida de uma pessoa se um time perde ou ganha? e qual a finalidade de discutir os melhores times para cá e para lá se isso, ao final, não tem a menor relevância?
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
racismo/sexismo.
por que no mundo um cidadão pode pensar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pela aparência. apenas pelo fenótipo? tem tantos casos de gente absurdamente incrível (em ambos os casos, tanto de desviantes quanto de destaques socio-acadêmicos) em todas as cores e sexos e variações sobre esses temas que já surgiram no mundo. todo mundo tem potencial para ser aquilo que quiser ser. então porque as pessoas insistem em olhar umas para as outras e julga-las tão severamente. veja bem, eu não estou falando de preconceito. o preconceito é a base do aprendizado. você pega algo que não conhece e compara com tudo aquilo que conhece e tira disso uma conclusão. o problema é quando se apega demais com o pouco que se conhece. aí sim você tende a ser racista, ou sexista. o legal do mundo é que ninguém é igual a ninguém. abrace as diferenças!
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
futebol.
veja bem, não sou contra o esporte. acho que é importante cuidarmos do corpo e, também, admirarmos quem o faz por profissão. mas, ponto 1, acho o esporte em si chato. muita lenga-lenga e pouco acontecimento. sou mais a favor de esportes mais dinâmicos. de qualquer jeito isso não é um problema. o problema todo é, ponto 2, que as pessoas colocam os profissionais desse esporte em uma posição de culto. os salários são obscenos e isso, ao invés de ser reprovado publicamente, é glorificado. uma outra gravidade é o fanatismo dos torcedores. que diferença real tem a vida de uma pessoa se um time perde ou ganha? e qual a finalidade de discutir os melhores times para cá e para lá se isso, ao final, não tem a menor relevância?
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
racismo/sexismo.
por que no mundo um cidadão pode pensar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pela aparência. apenas pelo fenótipo? tem tantos casos de gente absurdamente incrível (em ambos os casos, tanto de desviantes quanto de destaques socio-acadêmicos) em todas as cores e sexos e variações sobre esses temas que já surgiram no mundo. todo mundo tem potencial para ser aquilo que quiser ser. então porque as pessoas insistem em olhar umas para as outras e julga-las tão severamente. veja bem, eu não estou falando de preconceito. o preconceito é a base do aprendizado. você pega algo que não conhece e compara com tudo aquilo que conhece e tira disso uma conclusão. o problema é quando se apega demais com o pouco que se conhece. aí sim você tende a ser racista, ou sexista. o legal do mundo é que ninguém é igual a ninguém. abrace as diferenças!
sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.
11/6/07
as vezes...
as vezes a gente se depara com tanta, mas tanta, beleza nesse mundo que, ao menos em um pensamento fugidio, a gente acha que vai explodir.
pobre o que não explode.
nos olhos de uma bela que cruzam os seus na rua.
nas letras de um escritor despretensioso.
nos sabores, aromas e sons que o mundo oferece.
na vida. na vida...
pobre o que não explode.
nos olhos de uma bela que cruzam os seus na rua.
nas letras de um escritor despretensioso.
nos sabores, aromas e sons que o mundo oferece.
na vida. na vida...
11/5/07
escrever...
certa vez li que escrever é dar-se, mostrar-se, escancarar-se. se eu não me engano era um texto sofre Foucault de uma tal Yeda Tukerman (ou talvez um outro sobre o mesmo de uma outra chamada Fernanda Bruno, li os dois na mesma época então eles se me confundem, enfim).
e é engraçado que é justamente assim que eu me sinto. não importa o texto, não importa o meio. o curioso é que sou (pratico) jornalista. meus texto já foram publicados em diversas ocasiões, apesar do meu pouco tempo de ofício. já fui lido e muito elogiado. mas sempre tenho muita, muita vergonha de meus textos. sempre que alguém me lê (principalmente se estou perto) é como se eu estivesse nu, sendo avaliado, investigado. e não sou purista dos meus textos. aceito alterações, modificações, desde que sejam bem justificadas, ainda mais que sei que tenho uma séria tendência a fazer de meus textos um grande e louco samba do crioulo doido.
mas não sei o que acontece. talvez eu acredite que, por mais que um texto meu seja para fins institucionais, eu sempre me esforço para deixar ali um pedacinho da minha alma. desconheço outro jeito de escrever. sempre, sempre, fico envergonhado com alguém fará, ao menos, a primeira leitura de uma pequena 'obra' minha.
e eu, sinceramente, não consigo precisar de onde vem essa vergonha toda. já brinquei de ator, nos meus idos anos de faculdade (pretendo voltar aos palcos um dia, me faz falta poder ser alguém que não sou eu), e nunca tive problemas, já tendo enfrentado, até, dois grandes desafios. um primeiro foram um amontoado de crianças, o outro, uma platéia de quase mil pessoas. já brinquei de televisão nesses mesmos anos e, apesar de não gostar de câmeras e achar que elas oprimem mais que uma platéia de 1000 pessoas, nunca me senti tão desconfortável como quando alguém está lendo meus textos.
e já, como disse, em geral, meus textos são elogiados, desde os jornalísticos (esse menos, sou obrigado a admitir, mas tenho melhorado) até os mais opinativos (delimito gêneros para fins de discussão, mas para mim é tudo a mesma coisa), passando pelos literários (esses últimos me divertem muito mais a execussão) e pelos mais acadêmicos (que pela possibilidade de articular idéias de forma mais sofisticada, me agradam fazer também).
ao mesmo tempo, quando escrevo por 'hobbie', eu tenho uma gigantesca necessidade de burilar o texto na minha cabeça. me divirto muito escrevendo 'about me's do orkut. passo horas, dias, pensando na melhor forma de se escrever aquilo que quero escrever, ou aquilo que penso melhor representar o que sou eu, no momento. ultimamente têm sido pequenas frases que delimitam tudo e abrem interpretações.
gosto muito de algumas, como:
"...caixinha de boas recordações com medo profundo e sincero de não ter onde colocar as mãos...
parece confuso? é mesmo!"
"...mixto tresloucado de devaneio e realidade..."
"no momento metade de mim é saudade do que fui, enquanto a outra metade é nostalgia em relação ao que poderia ter sido e não mais será. o que sobra (porque quando se divide algo em duas partes sobra a matéria de todo um novo universo) é a excitação pelas possibilidades do porvir..."
agora o que está é:
"...um amontoado de palavras desconexas, descontentes, desfiguradas, desencontradas e descoordenadas...
significados? todos!"
ou como meus agradecimentos nos convites de formatura:
"com medo de errar e ofender o cânone familiar, recorro ao clichê: agradeço a Deus, pais, resto da família e amigos!"
"agradeço a Tia Minervina pelas primeiras letras e aos meus pais por terem assinado turma da mônica na hora certa. o resto foi conseqüência."
é engraçado que desses pequenos escritos eu tenho muito menos vergonha. acho que por ter ficado muitos e muitos dias pensando e pensando neles (motivo pelo qual eu, inclusive, decorei esses testículos) eu acabei criando um certo tipo de orgulho.
e acho, também, que o fato de eu trabalhar escrevendo tem me feito menos nervoso em relação e esses textos. apesar de que eu ainda me sinto muito, mas muito mesmo, inseguro em relação a escrever mascarando minha subjetividade para fins mercadológicos. mas talvez isso não seja uma coisa tão ruim assim...
e é engraçado que é justamente assim que eu me sinto. não importa o texto, não importa o meio. o curioso é que sou (pratico) jornalista. meus texto já foram publicados em diversas ocasiões, apesar do meu pouco tempo de ofício. já fui lido e muito elogiado. mas sempre tenho muita, muita vergonha de meus textos. sempre que alguém me lê (principalmente se estou perto) é como se eu estivesse nu, sendo avaliado, investigado. e não sou purista dos meus textos. aceito alterações, modificações, desde que sejam bem justificadas, ainda mais que sei que tenho uma séria tendência a fazer de meus textos um grande e louco samba do crioulo doido.
mas não sei o que acontece. talvez eu acredite que, por mais que um texto meu seja para fins institucionais, eu sempre me esforço para deixar ali um pedacinho da minha alma. desconheço outro jeito de escrever. sempre, sempre, fico envergonhado com alguém fará, ao menos, a primeira leitura de uma pequena 'obra' minha.
e eu, sinceramente, não consigo precisar de onde vem essa vergonha toda. já brinquei de ator, nos meus idos anos de faculdade (pretendo voltar aos palcos um dia, me faz falta poder ser alguém que não sou eu), e nunca tive problemas, já tendo enfrentado, até, dois grandes desafios. um primeiro foram um amontoado de crianças, o outro, uma platéia de quase mil pessoas. já brinquei de televisão nesses mesmos anos e, apesar de não gostar de câmeras e achar que elas oprimem mais que uma platéia de 1000 pessoas, nunca me senti tão desconfortável como quando alguém está lendo meus textos.
e já, como disse, em geral, meus textos são elogiados, desde os jornalísticos (esse menos, sou obrigado a admitir, mas tenho melhorado) até os mais opinativos (delimito gêneros para fins de discussão, mas para mim é tudo a mesma coisa), passando pelos literários (esses últimos me divertem muito mais a execussão) e pelos mais acadêmicos (que pela possibilidade de articular idéias de forma mais sofisticada, me agradam fazer também).
ao mesmo tempo, quando escrevo por 'hobbie', eu tenho uma gigantesca necessidade de burilar o texto na minha cabeça. me divirto muito escrevendo 'about me's do orkut. passo horas, dias, pensando na melhor forma de se escrever aquilo que quero escrever, ou aquilo que penso melhor representar o que sou eu, no momento. ultimamente têm sido pequenas frases que delimitam tudo e abrem interpretações.
gosto muito de algumas, como:
"...caixinha de boas recordações com medo profundo e sincero de não ter onde colocar as mãos...
parece confuso? é mesmo!"
"...mixto tresloucado de devaneio e realidade..."
"no momento metade de mim é saudade do que fui, enquanto a outra metade é nostalgia em relação ao que poderia ter sido e não mais será. o que sobra (porque quando se divide algo em duas partes sobra a matéria de todo um novo universo) é a excitação pelas possibilidades do porvir..."
agora o que está é:
"...um amontoado de palavras desconexas, descontentes, desfiguradas, desencontradas e descoordenadas...
significados? todos!"
ou como meus agradecimentos nos convites de formatura:
"com medo de errar e ofender o cânone familiar, recorro ao clichê: agradeço a Deus, pais, resto da família e amigos!"
"agradeço a Tia Minervina pelas primeiras letras e aos meus pais por terem assinado turma da mônica na hora certa. o resto foi conseqüência."
é engraçado que desses pequenos escritos eu tenho muito menos vergonha. acho que por ter ficado muitos e muitos dias pensando e pensando neles (motivo pelo qual eu, inclusive, decorei esses testículos) eu acabei criando um certo tipo de orgulho.
e acho, também, que o fato de eu trabalhar escrevendo tem me feito menos nervoso em relação e esses textos. apesar de que eu ainda me sinto muito, mas muito mesmo, inseguro em relação a escrever mascarando minha subjetividade para fins mercadológicos. mas talvez isso não seja uma coisa tão ruim assim...
10/31/07
cumprindo demandas...
minha querida e distante (no espaço, não no afeto) amiga adri me incumbiu de uma pequena missão.
a que segue:
1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
a frase em questão é:
"Assim, o outro ficaria e ele iria embora." do fábulas italianas, do Ítalo Calvino.
1º eu não tenho computador no mesmo ambiente em que tenho livros;
2º meus livros estavam desorganizados então peguei o primeiro da pilha;
3º eu não li esse livro ainda, então fiz algo contra a minha índole que é, justamente, abrir um livro que não estou lendo no momento;
4º a frase é absurdamente apropriada para meu momento atual. acabei de me mudar para um lugar bem, bem longe de onde estava. eu sou o que foi embora;
5º não tenho 5 blogues com quem converso. tirando a dri supracitada, tenho 2. e a eles repasso:
cá e biel ...
a que segue:
1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
a frase em questão é:
"Assim, o outro ficaria e ele iria embora." do fábulas italianas, do Ítalo Calvino.
1º eu não tenho computador no mesmo ambiente em que tenho livros;
2º meus livros estavam desorganizados então peguei o primeiro da pilha;
3º eu não li esse livro ainda, então fiz algo contra a minha índole que é, justamente, abrir um livro que não estou lendo no momento;
4º a frase é absurdamente apropriada para meu momento atual. acabei de me mudar para um lugar bem, bem longe de onde estava. eu sou o que foi embora;
5º não tenho 5 blogues com quem converso. tirando a dri supracitada, tenho 2. e a eles repasso:
cá e biel ...
10/9/07
pintura...
poucas vezes uma imagem me deixa em êxtase. uma vez foi em relação a essa imagem. passei uns bons 10 minutos olhando fixamente. olhando cada detalhe, desde o estilo único até os significados que a imagem em si evoca.

o autor é Pablo Auladell, e qualquer um pode ver mais coisas dele no seguinte endereço:
http://pabloauladell.blogspot.com/

o autor é Pablo Auladell, e qualquer um pode ver mais coisas dele no seguinte endereço:
http://pabloauladell.blogspot.com/
9/28/07
9/11/07
o que aprendi...
aprendi que saudade é uma coisa boa.
que se uma pessoa diz sofrer de saudade é porque tem arrependimentos e está tão presa ao passado que não consegue viver o futuro.
que distância é uma invenção, mas que só precisa que um lado se sinta distante para que dois pontos/pessoas/coisas/sentimentos/fatos(...) se afastem.
que o mundo é um lugar divertido com breves momentos de sofrimento, e não o contrário.
que as coisas dependem mais do nosso ponto de vista para existirem que o contrário.
que as pessoas gostam de outras pessoas. se alguém parecer não gostar afaste-se dela, tem sempre alguém disposto a amar e dar amor ali bem perto.
aprendi que um sorriso não abre portas. abre corações de pessoas que abrem portas.
que um livro é uma companhia inigualável na falta de amigos. mas livros acabam, amigos não.
aprendi que o mundo é redondo e dá voltas, o que quer dizer que as coisas mudam menos do que a gente pensa.
que quando falam que um povo é frio querem dizer que o povo vai esperar um pouco para abrir os braços para você.
aprendi que a melhor coisa de se ir para um lugar de coração aberto é que sempre existe um lugar para onde se voltar.
aprendi que lar é onde está seu coração.
e que coração é uma coisa que se carrega no peito, não se deixa nos lugares.
mas o mais importante é que eu aprendi que tenho muito que aprender...
que se uma pessoa diz sofrer de saudade é porque tem arrependimentos e está tão presa ao passado que não consegue viver o futuro.
que distância é uma invenção, mas que só precisa que um lado se sinta distante para que dois pontos/pessoas/coisas/sentimentos/fatos(...) se afastem.
que o mundo é um lugar divertido com breves momentos de sofrimento, e não o contrário.
que as coisas dependem mais do nosso ponto de vista para existirem que o contrário.
que as pessoas gostam de outras pessoas. se alguém parecer não gostar afaste-se dela, tem sempre alguém disposto a amar e dar amor ali bem perto.
aprendi que um sorriso não abre portas. abre corações de pessoas que abrem portas.
que um livro é uma companhia inigualável na falta de amigos. mas livros acabam, amigos não.
aprendi que o mundo é redondo e dá voltas, o que quer dizer que as coisas mudam menos do que a gente pensa.
que quando falam que um povo é frio querem dizer que o povo vai esperar um pouco para abrir os braços para você.
aprendi que a melhor coisa de se ir para um lugar de coração aberto é que sempre existe um lugar para onde se voltar.
aprendi que lar é onde está seu coração.
e que coração é uma coisa que se carrega no peito, não se deixa nos lugares.
mas o mais importante é que eu aprendi que tenho muito que aprender...
9/4/07
imagem de exibição...
pensando muito sobre a imagem que seria bacana colocar como minha representação no perfil do blogger eu coloquei esse singelo desenho do calvin tendo uma idéia.
primeiro porque sou fã de carteirinha do calvin. mais ainda, do Bill Waterson, criador do calvin e haroldo.
e segundo porque é assim que eu me vejo. uma criança se divertindo tendo ideias, tendo ideias divertidas e se divertindo com suas ideias...
primeiro porque sou fã de carteirinha do calvin. mais ainda, do Bill Waterson, criador do calvin e haroldo.
e segundo porque é assim que eu me vejo. uma criança se divertindo tendo ideias, tendo ideias divertidas e se divertindo com suas ideias...
8/7/07
calvin...
8/6/07
compreendendo a passagem do tempo...
depois de muito refletir cheguei a conclusão de que a real diferença entre infância e vida adulta é a natureza dos machucados.
quando se é criança a gente se machuca mais por fora. quando se é adulto, mais por dentro.
isso me fez perceber que existe uma semelhança. que, não importa a idade, quanto mais você se preocupa em não se machucar, mais você sente que está deixando de viver as coisas mais importantes da vida.
quando se é criança a gente se machuca mais por fora. quando se é adulto, mais por dentro.
isso me fez perceber que existe uma semelhança. que, não importa a idade, quanto mais você se preocupa em não se machucar, mais você sente que está deixando de viver as coisas mais importantes da vida.
7/25/07
escolha...
a casa dos meus pais fica em uma cidade que está no meio do caminho entre grande e pequena, entre centro e interior de minas gerais.
é uma casa grande, ampla, agradável. passei muitos bons momentos por lá.
desde que nos mudamos para lá, e mesmo muito tempo depois de eu ter me mudado, havia, ao lado da casa, um terreno baldio. este terreno se situava na esquina de uma, relativamente, grande avenida da cidade, com a rua que é a da casa dos meus pais. por muitos anos eu passei por ele sem me importar, mas, no fundo, eu sempre gostei daquele lugar vazio, meio intocado. me dava a sensação de que ainda havia muito espaço no mundo.
no ano passado iniciou-se uma construção. meus pais ficaram chateados pois são três casas germinadas em um terreno, o que ajuda a desvalorizar a propriedade deles. além disso agora tem muito mais sombra no quintal na parte da tarde. os pedreiros são muito barulhentos, o que traz incomodo de você pretende aproveitar um pouco da paz de um lugar meio afastado. enfim, uma série de pequenos aborrecimentos, mas nada muito dramático.
mas uma coisa me incomodou muito. muito mesmo. a ponto de me deixar as vezes frustrado. é a questão do caminho.
gosto muito de andar a pé. até hoje com carros e carteiras de motoristas, quando o lugar é acessível eu prefiro caminhar. esse hábito vem da minha juventude (bem, jovem eu sou, é justo dizer que o hábito vem da minha adolescência) quando não tinha carteira e não gostava de pedir meus pais para me levar e buscar para os lugares.
a questão é que muitas vezes (as vezes até três vezes por dia) eu vinha dessa avenida principal e virava a esquerda contornando o terreno. eu nunca atravessei o terreno, mesmo quando estava bem capinado. por toda a minha existência eu sempre contornei.
e quando as obras começaram eu notei que perdi alguma coisa. eu senti que algo mais tinha mudado no mundo. que não era a simples desvalorização do terreno. que não era a sombra. muito menos o barulho dos pedreiros pela manhã.
eu percebi que nunca mais poderia atravessar pelo meio do terreno. eu sei que eu nunca atravessei e provavelmente nunca atravessaria, mas me incomodou perder meu direito de escolha.
é uma casa grande, ampla, agradável. passei muitos bons momentos por lá.
desde que nos mudamos para lá, e mesmo muito tempo depois de eu ter me mudado, havia, ao lado da casa, um terreno baldio. este terreno se situava na esquina de uma, relativamente, grande avenida da cidade, com a rua que é a da casa dos meus pais. por muitos anos eu passei por ele sem me importar, mas, no fundo, eu sempre gostei daquele lugar vazio, meio intocado. me dava a sensação de que ainda havia muito espaço no mundo.
no ano passado iniciou-se uma construção. meus pais ficaram chateados pois são três casas germinadas em um terreno, o que ajuda a desvalorizar a propriedade deles. além disso agora tem muito mais sombra no quintal na parte da tarde. os pedreiros são muito barulhentos, o que traz incomodo de você pretende aproveitar um pouco da paz de um lugar meio afastado. enfim, uma série de pequenos aborrecimentos, mas nada muito dramático.
mas uma coisa me incomodou muito. muito mesmo. a ponto de me deixar as vezes frustrado. é a questão do caminho.
gosto muito de andar a pé. até hoje com carros e carteiras de motoristas, quando o lugar é acessível eu prefiro caminhar. esse hábito vem da minha juventude (bem, jovem eu sou, é justo dizer que o hábito vem da minha adolescência) quando não tinha carteira e não gostava de pedir meus pais para me levar e buscar para os lugares.
a questão é que muitas vezes (as vezes até três vezes por dia) eu vinha dessa avenida principal e virava a esquerda contornando o terreno. eu nunca atravessei o terreno, mesmo quando estava bem capinado. por toda a minha existência eu sempre contornei.
e quando as obras começaram eu notei que perdi alguma coisa. eu senti que algo mais tinha mudado no mundo. que não era a simples desvalorização do terreno. que não era a sombra. muito menos o barulho dos pedreiros pela manhã.
eu percebi que nunca mais poderia atravessar pelo meio do terreno. eu sei que eu nunca atravessei e provavelmente nunca atravessaria, mas me incomodou perder meu direito de escolha.
7/18/07
da série: coisas divertidas na rede (2)...
um belo jogo para quem tem bom ouvido e gosta de cinema.
ouça a música e escreva o nome do filme.
divirtam-se:
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops2.shtml
ouça a música e escreva o nome do filme.
divirtam-se:
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops2.shtml
7/16/07
estética 2...
bem, eu meio que desisti de manter aquela configuração.
me explico.
estava achando muito legal aquela coisa do blog estar muito tosco. bem parecido com os sítios dos primeiros anos da internet. mas por algum motivo que eu ainda não entendo, quando alterei o código, eu modifiquei os links para meus posts antigos. e isso é inaceitável.
por isso fiz apenas alterações de conteúdo, como os nomes da parte de arquivos e os links aí do lado. são todos sítios que eu recomendo e freqüento sempre que posso.
além disso escolhi um desing bacaninha lá nas alternativas que o próprio blogspot recomendou.
enfim, é isso.
me explico.
estava achando muito legal aquela coisa do blog estar muito tosco. bem parecido com os sítios dos primeiros anos da internet. mas por algum motivo que eu ainda não entendo, quando alterei o código, eu modifiquei os links para meus posts antigos. e isso é inaceitável.
por isso fiz apenas alterações de conteúdo, como os nomes da parte de arquivos e os links aí do lado. são todos sítios que eu recomendo e freqüento sempre que posso.
além disso escolhi um desing bacaninha lá nas alternativas que o próprio blogspot recomendou.
enfim, é isso.
7/13/07
estética...
bem, começo a me invadir no mundo da programação.
ainda tenho muito que aprender e quero ver até onde isso me leva...
mas foi bacana trocar as cores nesse blog...
quem sabe em um futuro eu não consiga mudar a organização das coisas?
e até criar um design realmente decente???
ainda tenho muito que aprender e quero ver até onde isso me leva...
mas foi bacana trocar as cores nesse blog...
quem sabe em um futuro eu não consiga mudar a organização das coisas?
e até criar um design realmente decente???
7/10/07
abaixo assinado...
bem, vamos para algo de relevância público-política.
o nosso querido bispo-deputado marcelo crivella tem trabalhado muito para fazer uma pequena modificação à lei Rouanet. essa lei é a que garante que projetos culturais consigam verba de grandes empresas dedutíveis do imposto de renda. logo o governo deixa de receber uma grana que será repassada automaticamente para projetos culturais. até aí não tem segredo. todo mundo conhece a lei Rouanet.
o que acontece é que o deputado-bispo, sobrinho do só bispo edir macedo, quer que essa lei se estenda à construção de igrejas e templos. lembre-se que as igrejas e templos já não pagam impostos. ou seja, não contentes em não pagar impostos, eles querem que nós paguemos as suas construções.
para isso foi criado um abaixo assinado. e ele está com pouquíssimas adesões. pouco mais de 27 mil assinaturas. pense que 27 mil pessoas é só o que a igreja universal tem em um ou dois dos seus templos.
faça a sua parte, não custa mais do que dois minutos. ajude o Brasil a dar esse passo, ou evitar esse passo para trás, rumo a consolidação do estado laico.
clique aqui ou vá em http://www.PetitionOnline.com/cult2007/ , para assinar.
o nosso querido bispo-deputado marcelo crivella tem trabalhado muito para fazer uma pequena modificação à lei Rouanet. essa lei é a que garante que projetos culturais consigam verba de grandes empresas dedutíveis do imposto de renda. logo o governo deixa de receber uma grana que será repassada automaticamente para projetos culturais. até aí não tem segredo. todo mundo conhece a lei Rouanet.
o que acontece é que o deputado-bispo, sobrinho do só bispo edir macedo, quer que essa lei se estenda à construção de igrejas e templos. lembre-se que as igrejas e templos já não pagam impostos. ou seja, não contentes em não pagar impostos, eles querem que nós paguemos as suas construções.
para isso foi criado um abaixo assinado. e ele está com pouquíssimas adesões. pouco mais de 27 mil assinaturas. pense que 27 mil pessoas é só o que a igreja universal tem em um ou dois dos seus templos.
faça a sua parte, não custa mais do que dois minutos. ajude o Brasil a dar esse passo, ou evitar esse passo para trás, rumo a consolidação do estado laico.
clique aqui ou vá em http://www.PetitionOnline.com
7/9/07
recomendação...
recomendo veementemente, essa publicação internautica.
la gioconda, revista de literatura. sim, aqui se publicam contos e poemas. e como isso não se vê mais em papel eles migram para onde podem sobreviver.
acesse aqui.
ou vá em www.lagioconda.art.br
deleite-se
la gioconda, revista de literatura. sim, aqui se publicam contos e poemas. e como isso não se vê mais em papel eles migram para onde podem sobreviver.
acesse aqui.
ou vá em www.lagioconda.art.br
deleite-se
coisas divertidas na rede...
faça você também o seu nome de ciborgue...
como tenho dois nomes, e não aceita mais que 10 caracteres, tive que fazer dois...hehehe
como tenho dois nomes, e não aceita mais que 10 caracteres, tive que fazer dois...hehehe
7/7/07
sexta a noite...
como manter a sanidade mental estando sem dinheiro, sozinho em casa, em uma sexta a noite:
leia coisas divertidas na internet escutando boas músicas;
tome a última cerveja da sua geladeira;
tome um bom e demorado banho escutando outras músicas;
assista um filme bem bacana que ninguém ia querer ver mesmo (tipo rocky-um lutador);
leia até dar sono;
faça isso uma vez por ano. mais que isso pode ser prejudicial a saúde. o programa só é válido se você tem vida social ativa e está 1: com preguiça 2: sem dinheiro.
leia coisas divertidas na internet escutando boas músicas;
tome a última cerveja da sua geladeira;
tome um bom e demorado banho escutando outras músicas;
assista um filme bem bacana que ninguém ia querer ver mesmo (tipo rocky-um lutador);
leia até dar sono;
faça isso uma vez por ano. mais que isso pode ser prejudicial a saúde. o programa só é válido se você tem vida social ativa e está 1: com preguiça 2: sem dinheiro.
7/6/07
silogismo...
ando logo penso logo existo
leio logo penso logo existo
penso que penso logo penso logo existo
existo logo penso que penso
escrevo logo penso logo existo
gosto logo penso logo existo
olho logo penso logo existo
escuto logo penso logo existo
sinto logo penso logo existo
des-existo logo existo
desloco logo penso logo existo
vôo logo me iludo logo penso logo existo
comunico logo penso logo existo
cuido logo sirvo logo existo
inverto logo subverto logo penso logo existo
machuco logo penso logo evito
multiplico logo existo
consisto logo insisto logo invisto logo existo
manipulo logo desvirtuo
leio logo penso logo existo
penso que penso logo penso logo existo
existo logo penso que penso
escrevo logo penso logo existo
gosto logo penso logo existo
olho logo penso logo existo
escuto logo penso logo existo
sinto logo penso logo existo
des-existo logo existo
desloco logo penso logo existo
vôo logo me iludo logo penso logo existo
comunico logo penso logo existo
cuido logo sirvo logo existo
inverto logo subverto logo penso logo existo
machuco logo penso logo evito
multiplico logo existo
consisto logo insisto logo invisto logo existo
manipulo logo desvirtuo
Subscribe to:
Posts (Atom)
