7/15/08

emputecimento...

no brasilzão de Deus que estamos. com suas maracutaias, esquemas e afins. tá cada vez mais difícil até ficar puto com as coisas.

nas últimas semanas duas coisas.

1- projeto de lei do mais que picareta senador eduardo azeredo. ele quer, em linhas gerais, que os servidores brasileiros mantenham registros dos usuários para criminalizar ações como troca que músicas e/ou filmes. isso é proteção burra dos direitos intelectuais. até a Trama tem disponibilizado árte de seu acervo para download através do selo Trama Virtual. se o tal senador ainda fosse idôneo, beleza! mas camarada que teve campanha finaciada através de 'valerioduto' vir dar uma de cavaleiro do bastião da moralidade... faça-me o favor!

mais detalhes e petição online para tentar barrar essa estupidez.

2- publicidade do senado brasileiro extrema e absurdamente superfaturada. esse, deixo a palavra para um blogueiro infinitamente mais tarimbado que eu.

informações coletadas pelos: contraditorium e blog do tas.

7/11/08

mudança de paradigma linguístico [ou momento TDUD?]...

estava bem eu sossegado, meio ressaqueado, como é de bom tom para uma sexta feira pela manhã, de pé esperando o ônibus que me levaria para o trabalho.

quando olhei para trás, me deparei com um outdoor no mínimo curioso.

era uma revista adulta com capa da Júlia Paes [atriz/modelo/puta/ex-da-filha-da-gretchen] sob a alcunha de "A Namoradinha o Brasil".

bem. fiz uma pesquisa rápida no deus-google e não achei a revista para postar aqui. mas achei algo mais surpreendente.

isto:


sério!

é a alcunha dela. não é um caso isolado da revista que eu não lembro o nome. até a sexy [segunda publicação masculina adulta do país, ficando atrás só da PlayBoy, por motivos, agora, óbvios] disse que ela é a "Namoradinha do Brasil".

a única explicação plausível até onde eu entendo é que ela dá para todo mundo isso significa que ela namora o Brasil todo.

poemeto erótico-literário...

hoje,
você será meu livro.
e nunca antes um livro foi lido com tamanha dedicação.
nunca houve leitor mais dedicado a um livro como serei eu às suas páginas.
em cada curva, cada concavidade e reentrância não terão mais mistérios nas minhas mãos
aos meus olhos.
lerei seu braile.
decifrarei seu código.
de cabo a rabo.

7/7/08

Banda; Álbum; Capa...

Vi a brincadeira em outros blogs e achei foda. reproduzo aqui:
  1. O título desse verbete aleatório da Wikipedia será o nome da sua banda.
  2. As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações formarão o nome do seu disco.
  3. A terceira foto dessa página do Flickr será a capa do seu disco.
Nome da minha banda: TOMMY HIMI

Nome do álbum: REACH TO HIMSELF

Capa:
[podia ter rolado um photoshop na imagem para, incluindo os caracteres, fazer uma capa de verdade. mas fiquei com preguiça]

contrapontos...

me dei conta que, ao menos quanto as expressões, os curitibanos são mais caridosos que os belorizontinos.

no meio dos mares de morros se fala "Deus me livre". na terra das araucárias se fala "Deus o livre".

ainda que não tenha adquirido o hábito de falar, e me estranhe cada vez que escuto, prefiro o segundo modo.

6/27/08

anacronismos...

pessoalmente [e digo pessoalmente porque esse é um fato que aconteceu na minha existência... sim... eu me dobrei ao traje social para trabalhar] acredito que a camisa é o maior ranço do passado no presente que vivemos.

digo camisa porque já me disseram, certa vez, que camisa-de-botão é um pleonasmo. mas meu problema não é em relação à camisa em si. tanto que chamo praticamente qualquer indumentária para cobrir o dorso de camisa.

meu problema é o botão.

caros! vivemos na era do zíper, do velcro, dos tecidos com fibras elásticas o suficiente para que seja colocado o corpo sem deformação. mas porque ainda usamos o botão? essa herança da antiguidade.

pensem no tempo que é perdido todas as manhãs e todas as noites abotoando e desabotoando?

e o que é pior! nos pegamos usando smartphones e camisas de botão. me diga se não é uma grande incoerência social? e não é? se existem infinitas formas modernas de se usar roupas, porque eu ainda preciso usar uma que ainda não tenha ultrapassado a simples limitação do botão?

mais! ainda somos presos ao conceito de pensar que isso é se vestir bem. sério, até onde eu entendo, quando eu vejo uma pessoa com camisa de botão eu penso: "lá vai um cara que perde tempo".

se o botão ainda fosse bem visto socialmente, vá lá. mas nem isso. as pessoas não gostam de botões. porque se gostassem não usariam gravatas. ou, além de esconder os botões, existe outra finalidade para uma gravata? nem para esquentar o pescoço, nas raras noites de frio, ainda que existentes, deste país tropical, esse inútil assessório se presta.

mas a gravata é outra história...

de qualquer jeito, isso é o de menos. é apenas mais um caso desta nossa estranha contemporaneidade cheia de contra-sensos.

pequena reflexão efêmera...

o mundo realmente precisa de mais um?

6/18/08

Conversações...

Metabolismo: porra! explica isso de frio pra caralho e sol a pino! nunca vi isso!

Cérebro: eu tô tentando! mas não tenho nem idéia!

Metabolismo: como não?!?! não é você o sabichão? o decifrador de mundos?

Cérebro: tá... eu ainda não sei. mas vou entender... eu acho...

Metabolismo: enquanto isso eu reajo aleatoriamente.

Cérebro: ahn?

6/12/08

deslocamentos...

por que devemos assistir a filmes do Wong Kar Waii?

porque a vida é feita de pessoas deslocadas e que não são definíveis por si mesmas, mas por como, quando, onde e porque encontram seus pares. e os indivíduos nos filmes do elegante diretor chinês são exatamente assim. solitários que vislumbram alegria de viver quando encontram com outros solitários.

mas mais importante que isso. devemos assistir a esses filmes porque a solidão e inexatidão das pessoas não impedem que elas vivam histórias dignas de serem contadas.

devemos assistir porque aprendemos com a ficção que a realidade é uma coisa bonita...

6/10/08

100 nada mais a dizer...

segundo a última contagem oficial, esse blog chegou a marca de 100 postagens.

isso não só é ridículo como vexaminoso para mim. porque quer dizer que em pouco mais de dois anos de existência eu não tive a capacidade de conseguir nem cinco textos minimamente decentes por mês.

mas enfim. ainda me pergunto qual a relevância desse espaço socialmente. eu entendo perfeitamente porque eu mantenho esse espaço dentro de minha ótica particular. mas, sinceramente, não tenho a menor idéia do que isso significa numa esfera macro.

por isso, no final do último parágrafo, eu decidi escrever mais por aqui, ao contrário de acabar com o espaço. e pretendo escrever breves resenhas de livros e filmes que eu gosto ou acabei de ver/ler [por puro exercício de estilo], pequenos contos e poemetos com mais frequencia. acho que as reflexões existencialistas não tem me levado a lugar nenhum, mas sempre que alguma questão me ocorrer eu vou me esforçar para postar aqui também.

então! que esse centésimo texto seja sinal de algo mais interessante para o mundo.

cheguei a conclusão de que tem muita gente medíocre e babaca falando bobagens por aí. então é simplesmente criminoso que eu guarde meus pensamentos todos dentro de mim...

6/3/08

Porks and beans...

o Weezer é uma das bandas mais legais dos anos noventa e mesmo os cds mais normaiszinhos (como os dois últimos) ainda dão de pau em praticamente tudo o que tem sido lançado nos últimos tempos.

Rivers Cuomo é formado em Oxford ou Berkley (não me lembro e estou com muita preguiça de procurar... de qualquer jeito tanto faz, as duas são as maiores da inglaterra) em literatura inglesa. formado com louvor, o qe faz de Rivers Cuomo um belo nerd!

o problema é que Rivers Cuomo é o frontman [na falta de uma palavra brazuca melhor] do Weezer.

e você me pergunta: ué... qual é o problema?

o problema, leitor incauto, é que um nerd não pode estar em uma grande banda de rock. nerds e rock não combinam. e não vale falar do Radiohead. aquilo é rock cabeção. é diferente de rock nerd!

o meu ponto é que rock-nerd é uma contradição em termos e um sinal claro do fim dos tempos...

e esse sinal já vem desde dos idos dos anos 90...

como eu disse em um post de tempos atrás... TEMEI!!!

5/28/08

existencialismos morfológicos...

me pergunto se, ela que é a palavra mais alardeada como genuinamente brasileira, a saudade é algo tão simples de ser resolvido.

eu já me considerei, em tempos mais arrogantes, um expecialista em saudade. muitas cidades, muitas pessoas, muitas épocas. mas isso te ensina somente a reagir a saudade.

a questão é que nunca está claro do que é que se sente saudade.

me explico.

quando se sente saudade de uma pessoa, estamos mesmo sentindo saudade de uma pessoa?

eu acho que não. acho que na melhor das hipóteses nós não conseguimos sentir saudade só da pessoa. mas sentimos saudade de tudo aquilo que ela representa. sentimos saudade do tempo, do período. sentimos saudade das boas sensações. sentimos saudade de nós mesmos.

sentir saudade é um ato de egoísmo...

5/25/08

o fim...

...está próximo!!!

por isso ... TEMEI IRMÃOS!!!

pois os direitos autorais do apocalipse são da igreja católica...

5/13/08

da demora em novidades...

eu não posto por obrigação.

parei com isso de ignorar meu crítico interno.

mas ando matutanto coisas para mais adiante.

não que alguém se importe realmente com o fato de eu escrever ou deixar de escrever... exceto meu chefe, mas ele não é bom em enxergar a poesia nas coisas.

3/9/08

idéia para o Laerte...

primeiro quadro: um rosto; um balão com gargalhadas contrastando com o semblante sério.

segundo quadro: um close no rosto; outro balão com gargalhadas, o mesmo semblante, o mesmo contraste.

terceiro quadro: close no nariz; ainda mais gargalhadas; box de texto com os seguintes dizeres "piada interna no nariz..."

Herança…

Tenho poucas memórias de meus avós paternos. Vi-os poucas vezes e durante pouco tempo da minha vida. Não gostava de visitá-los. Tinha medo de suas rugas.

Hoje, revistando minhas memórias e conhecendo meu avô através de meu pai e suas histórias, posso criar algo que acredito ser próximo da realidade. Em minha cabeça meu avô é um homem de sorriso amável, de poucos e simples gostos.

Tinha frio nas orelhas, por isso um de seus mais valiosos pertences era um chapéu, presente de meu pai, que lhe cobria a cabeça e as orelhas.

Também tinha um curioso gosto pelo cheiro de gasolina e mais de uma vez afirmou que só não bebia por medo de sair buzinando.

De meu vô herdei algumas coisas. O sorriso discreto está aqui em algum lugar, acrescido, sempre que posso, de uma ruidosa gargalhada. Mas isso vem do outro lado da família.

Não herdei o frio nas orelhas e muito menos a simplicidade interiorana. Tampouco herdei seu gosto pelo cheiro de gasolina. Mas herdei, sim, o medo de sair buzinando um dia.

2/22/08

Filmes conhecidos (ou nem tanto) que merecem ser vistos…

Resolvi brincar de cronista. E para isso resolvi fazer textos breves de apreciação cinematográfica. Cinema é meu esporte favorito. E a idéia, como é regra neste meu quarto de entulhos de pensamento, é brincar com algumas idéias.

Para este primeiro texto eu evoco um filme relativamente novo, que acaba de ser lançado em DVD. “Mandando Bala”.

Resolvi fazer uma pequena lista de motivos para se assistir esta obra-prima de uma hora e meia.

Ei-la:

Para começar o filme tem Clive Owen. Ele interpreta o Sr. Smith. Um cara mal humorado, extremamente bem treinado em combate corpo a corpo e armas de todos os tipos e com uma estranha predileção (ou seria fetiche?) por cenouras. Sim, sim. Pernalonga (um dos meus ídolos pessoais) não surgiu na sua cabeça de graça. Em certo momento o personagem do Clive Owen chega a nos brindar com um impagável “Anh...What’s up Doc?!?!” antes de um assassinato divertido. Aliás, como tantos ao longo do filme. Mas este é um tópico que vai ficar mais abaixo.

Clive Owen é um ator genial. Concentrado, preciso e com boa química quando em contato com outros atores. E o mais legal é pensar que o filme que ele fez antes desse também envolvia um parto em uma situação perigosa e a proteção de um bebê que se revele muito importante (o outro filme, a quem interessar possa, é “Filhos da Esperança”, no Alfonso Cuarón. Genial, para falar o mínimo). Mas como ele mesmo disse: “em apenas um deles o cordão umbilical é cortado com um tiro...” precisa dizer mais?

Sim!

O filme ainda tem Paul Giamatti. Poucas vezes na minha vida eu vi um ator transparecer que se divertiu tanto fazendo um papel. Ele interpreta um gênio analítico completamente sádico contratado para dar cabo no pobre do bebê, até que o nosso querido Sr. Smith entre no caminho dele. Saca as pessoas só de olhar. Feio, baixinho, gordinho. Até o bigode do Eufrazino está lá. E sim. Para este personagem está reservado uma das melhores mortes do longa.

Para coroar o trio de protagonistas está a belíssima Monica Belluti. Ela faz uma prostituta que dá leite (!). E como não amar esses roteiristas de Hollywood que nos trazem as desculpas mais esfarrapadas para mostrar as carnes da musa italiana. (meus queridos! Não deixem de conferir os extras do DVD. Lá tem uma cena deletada em que ela paga um lindo peitinho. Isso, claro, no caso de vocês não terem saco para assistir “Irreversível”. Cinema classudo europeu não é para todos).

Há ainda a incrível trilha sonora. Nirvana, Wolffmother e Motor Head, só para citar as três primeiras músicas. Genial!

Não contentes com tudo isso, os realizadores (não me lembro de cabeça e estou, no momento, sem net. Não vou pesquisar porque os nomes dos roteiristas e do diretor realmente não vem ao caso, são meras nulidades cinematográficas) ainda nos presenteiam com deliciosas cenas de ação insanas e mortes dos melhores tipos. Todos os clichês do gênero estão presentes. O nosso herói chega a dizer em um momento: “eu não atiro em cachorros, eu gosto deles...”. Não resisto a escrever: hahaha!

O filme é excelente (e não apenas razoável como pregaram os críticos de cinema pretensamente mais habilitados e gabaritados que este que vos escreve) simplesmente porque não quer ser outra coisa que não um filme absurdamente descerebrado. Muito mais até que o filme irmão “Adrenalina”. Pelo simples motivo de que este último faz um pouco mais (mas não muito) de esforço para justificar suas insanidades.

Recomendo! E muito! Perfeito para quem chegou cansado do trabalho e quer dar um descanso para o cérebro. Ah! É imprescindível que a pessoa não se incomode com algumas cenas de muito sangue e um roteiro que mais pareça um queijo suíço.

Bem amiguinhos e amiguinhas (os eventuais três leitores deste blog), vou, mas juro que volto. Este primeiro foi só uma brincadeira que eu não resisti. Precisava brincar com as idéias que este filme me trouxe.

A partir de agora eu vou falar, eventualmente, sem método, sem periodicidade fixa e sem formato estruturado, de alguns filmes que são bem obscuros ou antigos e eu acho geniais. E também não pretendo parar com os pensamentos abstratos, mini-contos da mais insana ficção, crônicas da vida citadina e poemetos que são características deste espaço que já é característico por não ter característica... Anh?


2/12/08

empresas...

se uma empresa pode ser comparada com o corpo humano, suas funções e comportamentos, não consigo deixar de pensar que as publicações internas são um tipo de masturbação...

o que aprendemos com isso é que metáforas são legais!

2/6/08

no ônibus... (1)

se levantara para dar lugar a uma senhora.
ela o cutucou, de leve, e perguntou se gostaria que colocasse sua mochila no colo.
- esse é o menor dos meus pesos - disse, num sorriso cansado.

1/23/08

meu primeiro palíndromo...

AMOR É EM ATA-ME E ROMA

1/20/08

uma pergunta...

... o que você gostaria de me dizer se um de nós morresse amanhã?

esqueça a morbidez do tema e simplesmente pense de forma objetiva.

diz aí! se essa fosse a sua última oportunidade... o que você gostaria de me dizer?

1/10/08

Ode à minha arrogância…

Mundo, mundo vasto mundo.

Mais vasto é o meu coração. Desnudo.

Sem eira nem beira, sem lá nem cá.

Meu coração é desenorme. Vai de uma ponta a outra de meus dedos em meus braços esticados.

Pelo outro lado.

E não tem cor e não tem forma que nesse mundo seja mais colorida e mais helicoidal disforme pelo avesso intrínseco ao jeito que deixou de ser que não seja mais tudo isso dentro de mim. Dentro de meu coração.

Mas além de tudo meu coração é inquieto e cheio de soberba.

Quer ir mais e mais na insignificância que todo esse é mundinhão aí fora só para apontar e dizer:

-ó í! Tá vendo? Cá dentro é tudo maior. Mais bonito. Mais colorido.

Eu só olho. Desolho. E fico com as duas imagens cá guardadas.

É que meu coração não vê que ele só é grande porque tem tudo o que já tá feito e mais as delícias do delírio para torcer e distorcer tudo dentro de si.

12/17/07

em quantas crianças de 5 anos vc bate...

baseado em conceitos como altura, tamanho do braço, porte físico, conhecimento de artes marciais é possível agora calcular em quantas crianças de 5 anos você pode bater ao mesmo tempo!

27

Looking for payday loan?



acho que eu fiz um bom número... é praticamente uma sala de jardim da infância completa!!!

12/13/07

Família e Resoluções para o Natal...

Eu sou um leitor ávido. Leio praticamente tudo o que é posto em frente aos meus olhos. É claro que eu sou, ao mesmo tempo, seletivo, de forma que, se me desagradou, eu não volto a procurar o mesmo autor. Mas leio desde cânones até literatura pop, passando por milhares de coisas da internet, incluindo aí blogs dos mais variados.

Em vários exemplares destes últimos tenho encontrado, nos mais personalistas, claro, todo tipo de reflexões sobre o fim de ano, sobre as festas, sobre os constrangimentos da festa de confraternização de empresas, sobre o natal, sobre o ano novo, resoluções, amigos secretos e afins. Ou algo que os valha.

Pois bem, eu também terei e trarei um meu quinhão de textos sobre toda a louca mística que envolve dezembro.

Para começo de conversa eu preciso dizer que tenho a mais absolutamente normal das famílias, o que quer dizer que eles se juntam todo ano. E todo ano brigam alucinadamente uns com os outros jurando que este será o último e que no ano que vem passarão sozinhos.

E o que acontece no ano seguinte?

Surpresa! Todos se organizam para se juntar e novamente se indispor uns com os outros. Num perfeito clima natalino. Evidentemente.

Onde eu entro nisso tudo?

Bem, eu não sou o que se pode chamar de exemplar típico da família. Digamos que eu me esforço muito para a construção de um olhar crítico, enquanto todos os meus pares consangüíneos estão mais para um tipo mais raso. Apenas digamos.

Ta! Eu sei que você, eventual leitor, que não conviva comigo e não me conheça (estou supondo que esse tipo exista), ache que eu sou arrogante e me acho melhor que as pessoas da minha família, que sou um típico caso de intelectualóide que leu e viu umas coisinhas a mais e se acha melhor que as pessoas que o rodeiam.

Bem... Na verdade eu não descarto essa possibilidade. Ocorre-me, de vez em quando, que eu posso estar, sim, menosprezando a inteligência das pessoas que me rodeiam.

Só que, na maioria das vezes, eu tento colocar temas mais interessantes em discussão. Eu lanço opiniões divergentes das pessoas (e na maioria das vezes opiniões que fogem ao confortável lugar-comum). E isso é erroneamente interpretado como “eu sendo uma pessoa intransigente”.

Então me veio, num belo dia, a iluminação (finalmente)! Eu, este ano, entendi que as pessoas não querem colocar assuntos em debate. Uma conversa ‘social’ é um eterno concordar. Um fala alguma coisa e o outro concorda, se lembrando de outra. Aí ele fala isto e o outro concorda... Ad infinitum...

Pensando em todas essas coisas, qual é a minha resolução para a festa de natal da família?

Para dar minha contribuição para a harmonia e bem aventurança da festa eu estou, neste momento, me comprometendo a simplesmente concordar com qualquer imbecilidade, clichê, estupidez, lugar-comum, atrocidade verbal e/ou falácia que for dita na festa.

Então aquele meu primo mais besta pode vir me falar que o melhor filme que ele viu esse ano, quiçá (ele não dirá quiçá, seria pedir muito) de sua vida inteira, é homem-aranha III. Não me importa. O máximo que eu me dignarei a fazer (em último caso) é dizer que gosto mais do primeiro.

Não falarei da filmografia do Sam Raimi. Muito menos dos eventos dos quadrinhos. Menos ainda de teorias e técnicas cinematográficas.

Aquela minha tia tacanha pode se virar para mim e dizer que Paulo Coelho é o melhor escritor brasileiro, quiçá (olha ele aí de novo) do mundo. Recuso-me a dizer ‘não li, não gostei’. No máximo: ‘não li’. E sorrir.

Não vou falar de todos os autores brasileiros que são incríveis e têm suas palavras marcadas no meu coração. Não vou falar dos maravilhosos autores latinos que ressuscitaram o realismo fantástico e muito menos dos beats americanos, menos ainda dos cânones europeus.

Se a situação ficar muito desesperadora meu último recurso será sair correndo e pular na piscina e gritar debaixo d’água com toda a força dos meus pulmões:

NÃO! SEUS BURROS! TENHAM UM POUCO MAIS DE CRITÉRIO PARA AS VIDAS DE VOCÊS! PAREM DE ACEITAR TUDO MASTIGADO! PENSEM! PENSEM! PENSEM!

Mas isso... Só em último caso...

11/23/07

animais...

ao ser humano foi dado o maior dos dons. a possibilidade de não precisar seguir os papeis que dele se esperam.

pode não ser lá muito fácil fugir desses papeis. mas a consciência de que eles existem já o coloca em grande vantagem na hora de escolher mudar.

11/9/07

coisas...

algumas coisas que o mundo poderia passar sem e explicações idiossincráticas:

futebol.

veja bem, não sou contra o esporte. acho que é importante cuidarmos do corpo e, também, admirarmos quem o faz por profissão. mas, ponto 1, acho o esporte em si chato. muita lenga-lenga e pouco acontecimento. sou mais a favor de esportes mais dinâmicos. de qualquer jeito isso não é um problema. o problema todo é, ponto 2, que as pessoas colocam os profissionais desse esporte em uma posição de culto. os salários são obscenos e isso, ao invés de ser reprovado publicamente, é glorificado. uma outra gravidade é o fanatismo dos torcedores. que diferença real tem a vida de uma pessoa se um time perde ou ganha? e qual a finalidade de discutir os melhores times para cá e para lá se isso, ao final, não tem a menor relevância?

sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.

racismo/sexismo.

por que no mundo um cidadão pode pensar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pela aparência. apenas pelo fenótipo? tem tantos casos de gente absurdamente incrível (em ambos os casos, tanto de desviantes quanto de destaques socio-acadêmicos) em todas as cores e sexos e variações sobre esses temas que já surgiram no mundo. todo mundo tem potencial para ser aquilo que quiser ser. então porque as pessoas insistem em olhar umas para as outras e julga-las tão severamente. veja bem, eu não estou falando de preconceito. o preconceito é a base do aprendizado. você pega algo que não conhece e compara com tudo aquilo que conhece e tira disso uma conclusão. o problema é quando se apega demais com o pouco que se conhece. aí sim você tende a ser racista, ou sexista. o legal do mundo é que ninguém é igual a ninguém. abrace as diferenças!

sem essa bobagem, com certeza, o mundo seria um lugar melhor.

11/6/07

as vezes...

as vezes a gente se depara com tanta, mas tanta, beleza nesse mundo que, ao menos em um pensamento fugidio, a gente acha que vai explodir.

pobre o que não explode.

nos olhos de uma bela que cruzam os seus na rua.

nas letras de um escritor despretensioso.

nos sabores, aromas e sons que o mundo oferece.

na vida. na vida...

11/5/07

escrever...

certa vez li que escrever é dar-se, mostrar-se, escancarar-se. se eu não me engano era um texto sofre Foucault de uma tal Yeda Tukerman (ou talvez um outro sobre o mesmo de uma outra chamada Fernanda Bruno, li os dois na mesma época então eles se me confundem, enfim).

e é engraçado que é justamente assim que eu me sinto. não importa o texto, não importa o meio. o curioso é que sou (pratico) jornalista. meus texto já foram publicados em diversas ocasiões, apesar do meu pouco tempo de ofício. já fui lido e muito elogiado. mas sempre tenho muita, muita vergonha de meus textos. sempre que alguém me lê (principalmente se estou perto) é como se eu estivesse nu, sendo avaliado, investigado. e não sou purista dos meus textos. aceito alterações, modificações, desde que sejam bem justificadas, ainda mais que sei que tenho uma séria tendência a fazer de meus textos um grande e louco samba do crioulo doido.

mas não sei o que acontece. talvez eu acredite que, por mais que um texto meu seja para fins institucionais, eu sempre me esforço para deixar ali um pedacinho da minha alma. desconheço outro jeito de escrever. sempre, sempre, fico envergonhado com alguém fará, ao menos, a primeira leitura de uma pequena 'obra' minha.

e eu, sinceramente, não consigo precisar de onde vem essa vergonha toda. já brinquei de ator, nos meus idos anos de faculdade (pretendo voltar aos palcos um dia, me faz falta poder ser alguém que não sou eu), e nunca tive problemas, já tendo enfrentado, até, dois grandes desafios. um primeiro foram um amontoado de crianças, o outro, uma platéia de quase mil pessoas. já brinquei de televisão nesses mesmos anos e, apesar de não gostar de câmeras e achar que elas oprimem mais que uma platéia de 1000 pessoas, nunca me senti tão desconfortável como quando alguém está lendo meus textos.

e já, como disse, em geral, meus textos são elogiados, desde os jornalísticos (esse menos, sou obrigado a admitir, mas tenho melhorado) até os mais opinativos (delimito gêneros para fins de discussão, mas para mim é tudo a mesma coisa), passando pelos literários (esses últimos me divertem muito mais a execussão) e pelos mais acadêmicos (que pela possibilidade de articular idéias de forma mais sofisticada, me agradam fazer também).

ao mesmo tempo, quando escrevo por 'hobbie', eu tenho uma gigantesca necessidade de burilar o texto na minha cabeça. me divirto muito escrevendo 'about me's do orkut. passo horas, dias, pensando na melhor forma de se escrever aquilo que quero escrever, ou aquilo que penso melhor representar o que sou eu, no momento. ultimamente têm sido pequenas frases que delimitam tudo e abrem interpretações.

gosto muito de algumas, como:

"...caixinha de boas recordações com medo profundo e sincero de não ter onde colocar as mãos...

parece confuso? é mesmo!"

"...mixto tresloucado de devaneio e realidade..."

"no momento metade de mim é saudade do que fui, enquanto a outra metade é nostalgia em relação ao que poderia ter sido e não mais será. o que sobra (porque quando se divide algo em duas partes sobra a matéria de todo um novo universo) é a excitação pelas possibilidades do porvir..."

agora o que está é:

"...um amontoado de palavras desconexas, descontentes, desfiguradas, desencontradas e descoordenadas...

significados? todos!"

ou como meus agradecimentos nos convites de formatura:

"com medo de errar e ofender o cânone familiar, recorro ao clichê: agradeço a Deus, pais, resto da família e amigos!"

"agradeço a Tia Minervina pelas primeiras letras e aos meus pais por terem assinado turma da mônica na hora certa. o resto foi conseqüência."

é engraçado que desses pequenos escritos eu tenho muito menos vergonha. acho que por ter ficado muitos e muitos dias pensando e pensando neles (motivo pelo qual eu, inclusive, decorei esses testículos) eu acabei criando um certo tipo de orgulho.

e acho, também, que o fato de eu trabalhar escrevendo tem me feito menos nervoso em relação e esses textos. apesar de que eu ainda me sinto muito, mas muito mesmo, inseguro em relação a escrever mascarando minha subjetividade para fins mercadológicos. mas talvez isso não seja uma coisa tão ruim assim...

10/31/07

cumprindo demandas...

minha querida e distante (no espaço, não no afeto) amiga adri me incumbiu de uma pequena missão.

a que segue:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.

a frase em questão é:

"Assim, o outro ficaria e ele iria embora." do fábulas italianas, do Ítalo Calvino.

1º eu não tenho computador no mesmo ambiente em que tenho livros;
2º meus livros estavam desorganizados então peguei o primeiro da pilha;
3º eu não li esse livro ainda, então fiz algo contra a minha índole que é, justamente, abrir um livro que não estou lendo no momento;
4º a frase é absurdamente apropriada para meu momento atual. acabei de me mudar para um lugar bem, bem longe de onde estava. eu sou o que foi embora;
5º não tenho 5 blogues com quem converso. tirando a dri supracitada, tenho 2. e a eles repasso:

e biel ...

10/9/07

pintura...

poucas vezes uma imagem me deixa em êxtase. uma vez foi em relação a essa imagem. passei uns bons 10 minutos olhando fixamente. olhando cada detalhe, desde o estilo único até os significados que a imagem em si evoca.




o autor é Pablo Auladell, e qualquer um pode ver mais coisas dele no seguinte endereço:
http://pabloauladell.blogspot.com/

9/28/07

constatação...

o jornalismo é uma utilidade.
a comunicação é uma necessidade.

9/11/07

o que aprendi...

aprendi que saudade é uma coisa boa.
que se uma pessoa diz sofrer de saudade é porque tem arrependimentos e está tão presa ao passado que não consegue viver o futuro.
que distância é uma invenção, mas que só precisa que um lado se sinta distante para que dois pontos/pessoas/coisas/sentimentos/fatos(...) se afastem.
que o mundo é um lugar divertido com breves momentos de sofrimento, e não o contrário.
que as coisas dependem mais do nosso ponto de vista para existirem que o contrário.
que as pessoas gostam de outras pessoas. se alguém parecer não gostar afaste-se dela, tem sempre alguém disposto a amar e dar amor ali bem perto.
aprendi que um sorriso não abre portas. abre corações de pessoas que abrem portas.
que um livro é uma companhia inigualável na falta de amigos. mas livros acabam, amigos não.
aprendi que o mundo é redondo e dá voltas, o que quer dizer que as coisas mudam menos do que a gente pensa.
que quando falam que um povo é frio querem dizer que o povo vai esperar um pouco para abrir os braços para você.
aprendi que a melhor coisa de se ir para um lugar de coração aberto é que sempre existe um lugar para onde se voltar.
aprendi que lar é onde está seu coração.
e que coração é uma coisa que se carrega no peito, não se deixa nos lugares.
mas o mais importante é que eu aprendi que tenho muito que aprender...

9/4/07

imagem de exibição...

pensando muito sobre a imagem que seria bacana colocar como minha representação no perfil do blogger eu coloquei esse singelo desenho do calvin tendo uma idéia.
primeiro porque sou fã de carteirinha do calvin. mais ainda, do Bill Waterson, criador do calvin e haroldo.
e segundo porque é assim que eu me vejo. uma criança se divertindo tendo ideias, tendo ideias divertidas e se divertindo com suas ideias...

8/7/07

calvin...


eu simplesmente amo esse carinha. mas admito que poucas vezes eu ri tanto quando nessa página de "A vingança da Babá"

é Bill Waterson em sua melhor forma! (clique na imagem para ampliar e ler)

8/6/07

compreendendo a passagem do tempo...

depois de muito refletir cheguei a conclusão de que a real diferença entre infância e vida adulta é a natureza dos machucados.
quando se é criança a gente se machuca mais por fora. quando se é adulto, mais por dentro.
isso me fez perceber que existe uma semelhança. que, não importa a idade, quanto mais você se preocupa em não se machucar, mais você sente que está deixando de viver as coisas mais importantes da vida.

7/25/07

escolha...

a casa dos meus pais fica em uma cidade que está no meio do caminho entre grande e pequena, entre centro e interior de minas gerais.
é uma casa grande, ampla, agradável. passei muitos bons momentos por lá.
desde que nos mudamos para lá, e mesmo muito tempo depois de eu ter me mudado, havia, ao lado da casa, um terreno baldio. este terreno se situava na esquina de uma, relativamente, grande avenida da cidade, com a rua que é a da casa dos meus pais. por muitos anos eu passei por ele sem me importar, mas, no fundo, eu sempre gostei daquele lugar vazio, meio intocado. me dava a sensação de que ainda havia muito espaço no mundo.
no ano passado iniciou-se uma construção. meus pais ficaram chateados pois são três casas germinadas em um terreno, o que ajuda a desvalorizar a propriedade deles. além disso agora tem muito mais sombra no quintal na parte da tarde. os pedreiros são muito barulhentos, o que traz incomodo de você pretende aproveitar um pouco da paz de um lugar meio afastado. enfim, uma série de pequenos aborrecimentos, mas nada muito dramático.
mas uma coisa me incomodou muito. muito mesmo. a ponto de me deixar as vezes frustrado. é a questão do caminho.
gosto muito de andar a pé. até hoje com carros e carteiras de motoristas, quando o lugar é acessível eu prefiro caminhar. esse hábito vem da minha juventude (bem, jovem eu sou, é justo dizer que o hábito vem da minha adolescência) quando não tinha carteira e não gostava de pedir meus pais para me levar e buscar para os lugares.
a questão é que muitas vezes (as vezes até três vezes por dia) eu vinha dessa avenida principal e virava a esquerda contornando o terreno. eu nunca atravessei o terreno, mesmo quando estava bem capinado. por toda a minha existência eu sempre contornei.
e quando as obras começaram eu notei que perdi alguma coisa. eu senti que algo mais tinha mudado no mundo. que não era a simples desvalorização do terreno. que não era a sombra. muito menos o barulho dos pedreiros pela manhã.
eu percebi que nunca mais poderia atravessar pelo meio do terreno. eu sei que eu nunca atravessei e provavelmente nunca atravessaria, mas me incomodou perder meu direito de escolha.

7/18/07

da série: coisas divertidas na rede (2)...

um belo jogo para quem tem bom ouvido e gosta de cinema.

ouça a música e escreva o nome do filme.

divirtam-se:

http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml

http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops2.shtml

7/16/07

estética 2...

bem, eu meio que desisti de manter aquela configuração.
me explico.
estava achando muito legal aquela coisa do blog estar muito tosco. bem parecido com os sítios dos primeiros anos da internet. mas por algum motivo que eu ainda não entendo, quando alterei o código, eu modifiquei os links para meus posts antigos. e isso é inaceitável.

por isso fiz apenas alterações de conteúdo, como os nomes da parte de arquivos e os links aí do lado. são todos sítios que eu recomendo e freqüento sempre que posso.

além disso escolhi um desing bacaninha lá nas alternativas que o próprio blogspot recomendou.

enfim, é isso.

7/13/07

estética...

bem, começo a me invadir no mundo da programação.
ainda tenho muito que aprender e quero ver até onde isso me leva...
mas foi bacana trocar as cores nesse blog...
quem sabe em um futuro eu não consiga mudar a organização das coisas?
e até criar um design realmente decente???

7/10/07

abaixo assinado...

bem, vamos para algo de relevância público-política.

o nosso querido bispo-deputado marcelo crivella tem trabalhado muito para fazer uma pequena modificação à lei Rouanet. essa lei é a que garante que projetos culturais consigam verba de grandes empresas dedutíveis do imposto de renda. logo o governo deixa de receber uma grana que será repassada automaticamente para projetos culturais. até aí não tem segredo. todo mundo conhece a lei Rouanet.

o que acontece é que o deputado-bispo, sobrinho do só bispo edir macedo, quer que essa lei se estenda à construção de igrejas e templos. lembre-se que as igrejas e templos já não pagam impostos. ou seja, não contentes em não pagar impostos, eles querem que nós paguemos as suas construções.

para isso foi criado um abaixo assinado. e ele está com pouquíssimas adesões. pouco mais de 27 mil assinaturas. pense que 27 mil pessoas é só o que a igreja universal tem em um ou dois dos seus templos.

faça a sua parte, não custa mais do que dois minutos. ajude o Brasil a dar esse passo, ou evitar esse passo para trás, rumo a consolidação do estado laico.

clique aqui ou vá em http://www.PetitionOnline.com/cult2007/ , para assinar.

7/9/07

recomendação...

recomendo veementemente, essa publicação internautica.

la gioconda, revista de literatura. sim, aqui se publicam contos e poemas. e como isso não se vê mais em papel eles migram para onde podem sobreviver.

acesse aqui.

ou vá em www.lagioconda.art.br

deleite-se

coisas divertidas na rede...

faça você também o seu nome de ciborgue...
como tenho dois nomes, e não aceita mais que 10 caracteres, tive que fazer dois...hehehe


Lifeform Used for Infiltration and Zoology


Get Your Cyborg Name




General Unit Skilled in Thorough Assassination and Vigilant Observation


Get Your Cyborg Name

7/7/07

sexta a noite...

como manter a sanidade mental estando sem dinheiro, sozinho em casa, em uma sexta a noite:

leia coisas divertidas na internet escutando boas músicas;
tome a última cerveja da sua geladeira;
tome um bom e demorado banho escutando outras músicas;
assista um filme bem bacana que ninguém ia querer ver mesmo (tipo rocky-um lutador);
leia até dar sono;

faça isso uma vez por ano. mais que isso pode ser prejudicial a saúde. o programa só é válido se você tem vida social ativa e está 1: com preguiça 2: sem dinheiro.

7/6/07

silogismo...

ando logo penso logo existo
leio logo penso logo existo
penso que penso logo penso logo existo
existo logo penso que penso
escrevo logo penso logo existo
gosto logo penso logo existo
olho logo penso logo existo
escuto logo penso logo existo
sinto logo penso logo existo
des-existo logo existo
desloco logo penso logo existo
vôo logo me iludo logo penso logo existo
comunico logo penso logo existo
cuido logo sirvo logo existo
inverto logo subverto logo penso logo existo
machuco logo penso logo evito
multiplico logo existo
consisto logo insisto logo invisto logo existo
manipulo logo desvirtuo

7/5/07

álbuns para hora certa...

se você terminou um namoro 'eu falso da minha vida o que eu quiser' do Paulinho Moska

se terminaram com você 'bloco do eu sozinho' do Los Hermanos

se você terminou, mas está numa boa com a pessoa 'grace' do Jeff Buckley

se você está anormalmente feliz 'the magic numbers' do The Magic Numbers

se você quer transformar sua vida em um épico 'the rise and fall of zigg stardust and the spiders form mars' do David Bowie

se você está precisando ficar feliz 'céu' da Maria do Céu

se você quer ser levado para um mundo triste e belo 'OK computer' do Radiohead

se você quer ficar deitado na cama, olhando para o teto, pensando na vida 'chega de saudade' do João Gilberto

se você quer andar pela cidade olhando para as pessoas com a cara mais feliz do mundo 'pista livre' do Cachorro Grande

se você está achando o mundo um paradoxo constante 'móbile' do Paulinho Moska

se você está pensa que o mundo é apenas sem sentido, mas muito bonito 'so caso é chorar' do Tom Zé

se você quer se divertir com um álbum 'homem espuma' do Mombojó

se você gosta de alguém, mas ela(e) não sabe 'ao vivo mtv nando reis' do Nando Reis

se você está triste, por algum motivo '4' do Los Hermanos

se você não aguenta ouvir a mesma voz uma música atrás da outra 'trilha do filme a hora de voltar' vários artistas

se quer ouvir poesia e arranjos delicados 'acústico mtv' Lenine

...

não gosta de nada disso? tudo bem. gosto é relativo e pessoal. mas tenho certeza que, nestes momentos, esses músicos tem coisas valiosas para te dizer.

6/26/07

como discordar...?

algumas pessoas tem o dom de verbalizar os anseios que só estão em pensamentos no resto da humanidade.
ali do lado está o linque (em suas próprias terminologias) do zine do pirata.
em sua última acertiva ele fala um pouco do excesso de mercantilização do mercado editorial brasileiro e de como esse mercado fecha cada vez mais as portas para novos escritores que se interessam em escrever literatura. e dá-lhe auto-ajuda.
enfim, não pretendo me alongar muito simplesmente porque o texto dele diz tudo.
clique aqui para ver ou vá em:
http://zinedopirata.blogspot.com/2007/06/falou-e-disse-hoje-quartim.html

6/24/07

a vida...

a vida as vezes se esforça para nos mostrar o quão pequeno somos em relação ao 'grande esquema das coisas'.

é uma necessidade que a vida tem de nos fazer lembrar que não existem finais felizes porque simplesmente não existem finais.

tudo o que achamos ser liquido e certo é na verdade uma simples ilusão.

assim a vida atua. como um mágico que te distrai de um lado para que você não perceba a bela surpresa que ele está te armando com a outra mão.

as vezes são surpresas positivas, claro!

na maioria das vezes a vida está lá para te derrubar.

porque?

pelo simples motivo de que é importante para ela que você dê muito, mas muito mesmo, valor quando estiver de pé.

mas que as vezes é foda...ah! isso é...

6/13/07

homem-aranha 3...

aparentemente tão importante para o personagem quanto os dois batmans do joel schumacher para o morcegão.
e isso é muito triste porque eu, como bom nerd que se preza, adoro o homem-aranha.

6/7/07

música...

pensando na minha experiência com rádio a pouco tempo atrás, resolvi parar para pensar sobre o que faz uma música ser boa.
acho que não há como não recair, ou pelo menos esbarrar, nas idéias de Walter Benjamin.
Walter Benjamin foi um dos mais brilhantes teóricos da sociedade contemporânea. entre suas idéias estava o fato de que ao se desenvolver técnicas de reprodução industrial para a arte ela estaria perdendo sua aura. que a obra de arte que era única, por não poder ser multiplicada, teria uma aura que lhe garantia o valor de culto. mas ele nunca disse que isso seria problemático. ele falava que seria um processo muito bom para que mais e mais pessoas tivessem acesso à arte, à cultura, no sentido menos antropológico do termo.
essa, pelo menos, é a minha leitura de sua teoria, depois de muito ler e debater esse texto específico que é "A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica".
bem, o que eu acho que faz uma música ser boa (na verdade qualquer obra de qualquer tipo de arte) é o fato dela ter alma. não disse que ela precisa ser feita com alma. a alma das coisas surge quando as pessoas interagem com ela.
então, uma música tem alma para mim porque eu sinto que ela tem essa alma.
pegando casos concretos. "Last Goodby" do Jeff Buckley, tem uma das mais maravilhosas almas que eu já pude perceber. mas compreendo que ela não tenha alma para outras pessoas. da mesma forma que a maior parte das coisas que toca nas rádios mainstream não tem alma para mim, mas pode ter alma para outras pessoas.
high scool musical para mim não tem a menor graça. acho hiper produzido e sem graça.
mas faz todo o sentido do mundo pré-adolescentes se identificarem com todo o blábláblá de se sentir incluído ou excluído.
por fim, é muito importante dizer que uma música não precisa ser bem feita para que se sinta a alma dela.
eu, como bom fã de Los Hermanos, sou apaixonado por duas gravações toscas e desafinadas da banda. uma é "Bom Dia" uma baladinha feita no violão por Marcelo Camelo para sua esposa. a melhor gravação disponível é risível. a outra é "Pra Ver Se Cola", que eles estavam brincando de tocar, uma certa vez, e acabaram gravando só o refrão. é tão tosco que um dos dois (provavelmente o Amarante) vocalistas, quando vê que o outro está tocando um solo que nada tem a ver com a música, pergunta 'que isso velho?', ao passo que o outro responde 'não sei' e riem encerrando a gravação que não chega a um minuto.
mas, pelo menos para mim, essas músicas são absurdamente lindas.

6/3/07

rádio...

passei os últimos dias da minha vida fazendo um freela para uma rádio jovem da capital mineira.
o que aprendi com isso?
que as pessoas estão ficando cada vez mais doidas.
à saber:
elas ouvem fresno/cpm22/nx0/forfun/haiteen (músicas pobres, de textura, de letras, de tudo!..além de ser emo), gwen stefani (quem disse para essa mulher que ela canta? a voz dela é irritante e tem a sonoridade de um tamagochi morrendo), fergie (sim, aquela mulher que fazia um contraponto vocal no black eye peas, lançou um álbum solo produzido pelos colegas de banda, mais do mesmo, só que niguém percebe. além do que a música de estréia, london bridge, é uma mistura irritante de mia com uma música igualmente irritante da gwen stefani, anteriormente citada), my chemical romance/panic at the disco!/simple plan(etc...) (valem os comentários para os emos nacionais, só que os nomes das bandas são trinta vezes menos imaginativos e, por isso, mais irritantes proporcionalmente).
para terminar, as pessoas estão ouvindo o hip hop internacional. bem, eu, pessoalmente, não gosto. primeiro por que tudo me soa pasteurizado e sem alma demais. as músicas, quando não falam de ganhar grana, comer a vadia da mulher do vizinho e ganhar mais grana são um apanhado de melas cuecas só que sem nenhunzinho acorde melódico. tudo é batida e sons estranhos. segundo por que acho a múscia negra made in brasil muito mais interessante, vide samba e o funky (tim maia que o diga).
enfim...
o que aprendi em um mês de trabalho em uma rádio jovem?
que as pessoas não gastam nem um pequeno microsegundo das vinte e quatro horas do seu dia para pensar sobre oque estão consumindo. a necessidade de se sentir incluído é tão grande que se opta pelo mais fácil e não se pensa, nem um pouco, se aquilo é realmente bom.
ou vai me dizer que, dentro de uma diversidade cultural tão grande, as pessoas realmente conseguem gostar do mesmo jeito das mesmas coisas?

5/6/07

ônibus...

- é possível dizer quando um ônibus está lotado quando todo o espaço que existe entre duas pessoas é ocupado, na verdade, por outra pessoa. (plágio descarado de Terry Pratchett)

- quando se espera tem de menos, quando se dirige tem de mais.

- etc...

3/14/07

jornal...

Ontem (13/03/07), durante o Jornal Nacional, eu percebi duas coisas. Ambos os apresentadores, depois de apresentar uma reportagem sobre a crescente onda de violência no Brasil, uma mais animadora e outra mais triste, fizeram uma pequena pausa, demonstrando, claramente, em seus rostos, um pouco de animação, um, e um pouco de tristeza, outro.

Ao final da primeira notícia, a recuperação da menina Piscila Aprígio e o seu bom humor (excelente bom humor, diga-se de passagem. Nunca em minha breve existência eu vi uma menina tão nova com tantos bons fluídos e tanto otimismo), a apresentadora Fátima Bernardes não consegue disfarçar um sorriso largo. É até importante prestar atenção na forma como ela tenta suprimir um pouco da sua alegria no momento. Mas é visível sua satisfação com o otimismo da menina.

A outra notícia que causou um impacto nos apresentadores foi o famigerado tiroteio na porta (dos fundos) de uma escola. Na apresentação da nota-pé, Willian Bonner ‘engole em seco’ e, por um breve segundo, com um simples olhar, ele nos mostra o quão está indignado com toda essa onda de violência.

É importante, pelo menos para mim, esse pequeno gesto dos apresentadores. É importante pelo simples motivo de que esses dois gestos geram significado. Na verdade eles geram mais significado do que a maior parte dos outras notícias. É importante por, talvez, ajudar as pessoas perceberem que a objetividade jornalística já está virando um vício, mais ainda, um vício perigoso. Afinal, é muito bom perceber que não são robôs pré-programados que estão por trás do balcão dos telejornais.

O caso é que se mais vezes fosse demonstrado subjetividade nos jornais brasileiros as pessoas iam se dar conta de que o não há verdade absoluta (e talvez eu não fosse obrigado a ouvir de minha avó que “é verdade sim, eu vi no jornal”). E aí sim seria possível que as pessoas fossem começar a pensar por si próprias. E não deixar que a mídia pensasse por elas.

Mas bom mesmo seria se houvesse uma inversão de papéis na produção de sentido. Aí teríamos a objetividade a serviço da subjetividade. E não o contrário. E o engraçado é que é possível que, se isso acontecesse, os jornais não perdessem audiência, quem sabe até ganhassem. Mas mudar é difícil.

3/8/07

os meio conhecidos...

que eu tenha notícia, não há figura pior, nos trâmites de dia-a-dia, que o surgimento de um meio conhecido.
o meio conhecido é aquele tipo que surge uma somente muito de vez em quando, que você já trocou uma ou duas palavras em uma festa longíngua, mas que ele insiste em te cumpimentar todas as vezes que te vê.
o problema é que você, normalmente, não lembra seu nome, não sabe de onde ele veio, não tem nem idéia de onde se conhecem, mas sua educação familiar lhe obriga a, primeiro, sorrir para o cidadão e, segundo, responder um eventual comprimento.
mas ele não se dá por satisfeito, não! ele tem que vir perto de você, puxar papo e te perguntar alguma coisa minimamente pessoal para, na verdade, gastar o seu tempo (o seu, não o dele) lhe falando das maravilhosas realizações dele nos últimos tempos:
- opa!
-oi...
-como você tá cara? já está trablahando?
-não eu...
-como não? você que é tão inteligente...por que eu mesmo estou nessa empresa...
e a você só resta sorrir e balançar a cabeça até que o ônibus chege a seu destino, ou que alguém te chame para outro canto da festa ou que... enfim...que Deus te salve...

3/6/07

os dias e os sonhos...

hoje eu cheguei a conclusão de que tem dias que se parecem com sonhos.
não. não é aquela associação simplista de que tem dias que são tão bons que não nos sugerem realidade.
é algo diferente. é algo na textura do dia (se é que isso existe), é como se o dia, desde seu início até o crepúsculo e além, fosse todo feito da mesma matéria que o lusco-fusco, que o ocaso.
essa é, claro, uma opinião minha. nunca comentei com niguém para saber se existe alguém que concorde comigo. e poucas vezes encontrei nas artes coisas que me trouxessem reminiscências dessa mesma sensação. me recordo agora apenas de 'asas do desejo' do win wenders.
mas a verdadeira questão é que nunca consegui entender porque esses dias existêm. porque construir um dia com toda essa matéria de ocaso, de memórias fugidias. sim, porque o mais interessante desses dias é que nós, ao tentarmos nos lembrar, não conseguimos. e essa é a grande proximidade desses dias que são feitos de seis horas com os sonhos. quando tentamos nos lembrar dos detalhes eles nos fogem. quando pensamos que lembramos, é aí que eles já se foram a muito tempo.

3/4/07

cigarro...

as vezes eu invejo os fumentes. eles sempre têm o que fazer com as mãos.

2/28/07

sugestão...

tentem andar (mesmo, um pé depois do outro) ouvindo uma música, mp3, rádio, walkman, discman, qualquer maneira.
se você estiver distraído o suficiente, ou atento o suficiente, é possível, por algum tempo, imaginar que a vida tem trilha sonhora.
recomendo muito que tentem andar ouvindo David Bowie. ele transforma as minhas caminhadas em épicos. é maravilhoso.

2/4/07

e o rio de janeiro continua...

o rio de janeiro é uma cidade muito curiosa. em um certo sentido ela funciona como um tipo de meca dos brasileiros (e de muitos estrangeiros também).
é muito interessante como muitos dos lugares são facilmente identificáveis. quer dizer, quem nunca ouviu falar em leblon, barra, tijuca, flamengo, urca, copacabana, ipanema, santa tereza, enfim, uma lista interminável.
essa fato traz, por um lado, um grande problema porque tudo é muito idelaizado. afinal, não tem como não se decepcionar um pouco com os arcos da lapa, por exemplo. eles não são tão glamurosos e branquinhos quanto nos querem fazer acreditar. as praias deixam muito a desejar para quem conhece o litoral nordestino (com grandes excessões em ambos os casos).
mas, com um pouco de insistência, é possível conhecer um outro rio. o da efervesência cultural e não o dos cartões postais. e aí se tem um vislumbre do que a cidade pode oferecer.
as praias nunca valeram pela beleza natural, em geral. elas valem por que tem sempre uma roda de capoeira, uma moçada fazendo samba, gente bonita passeando, e pessoas da intelectualidade brasileira passeando, algumas vezes, dispostas a um bom papo com cerveja.
o mesmo vale para um lugar como a lapa. dezenas de bares com música ao vivo e grandes shows logo do lado compensam a descepção inicial.
enfim, se os brasileiro tem mesmo que ir em algum lugar para se considerarem como tal, não é tão mal que seja o rio esse lugar.
é claro que, por outro lado, tem o problema da violência. é certo que lá é muito sério, mas me pergunto se existe algum lugar que seja seguro nos dias de hoje...

1/5/07

ano novo vida nova...

fui para pasárgada.
volto quando estiver com saco para aguentar o mundo denovo.

12/15/06

citações...

este ano eu comecei uma muito divertida coleção de citações. a idéia era pegar frases dos livros e textos que eu li que sobrevivessem fora do contexto dos ditos livros. algumas não são assim, mas são tão interessantes que merecem uma pequena contextualização, mas essa é a minoria.
na minha coleção só estão anotadas, muitas vezes, as iniciais dos autores. aqui eu coloco os nomes por extenso, mas, por preguiça de fazer uma pesquisa mínima, podem haver erros. coloquei também os nomes do livros.
bem, algumas dessas citações são de livros que eu li este ano (mas é outra minoria) e eu li um pouco mais de livros que estes este ano, só que alguns livros simplesmente não tem frases (ou não li tão atentamente assim) que sobrevivam por si só.

enfim...vamos a elas:

“O coração tem mais quartos que uma pensão de putas” Gabriel Garcia Márques, o amor nos tempos do cólera

“Deus adora ver gente com iniciativa” Chuck Pallaniuck, no sufoco

“Aí é que está o problema com as garotas. Toda vez que elas fazem um troço bonito, mesmo que não sejam lá nenhum tipo de beleza ou mesmo que sejam meio burras, a gente fica apaixonado por elas, e aí não sabe mais a quantas anda” J. D. Salinger, o apanhador no campo de centeio

“Somos bem menos gregos que pensamos” Michel Foucault, Vigiar e punir

“O valor das coisas não pode ser medido pelo que elas custam, mas pelo que custa a você obtê-las” Bob Dylan, crônicas volume I

“Se alguma coisa custa a sua fé ou a sua família, então o preço é alto demais” Idem, Ibidem

“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inesplicável.” Douglas Noel Adams, o restaurante no fim do universo

“existe uma Segunda teoria que diz que isso já aconteceu” Idem, ibidem

“A quietude possui seu próprio conjunto de problemas” Dave Eggers, uma comovente obra de espantoso talento

“um pouco de possível, senão eu sufoco” Gilles Deleuze

“A visibilidade é uma armadilha” Michel Foucault

“Existem momentos na vida em onde a questão de saber se se pode pensar diferente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir” Idem.

“Escrever é mostrar-se, dar-se a ver, fazer aparecer o rosto próprio junto ao outro.” Ieda Tucherman

“Somos jovens fingindo ser jovens” Dave Eggers, uma comovente obra de espantoso talento

“Cuidávamos estar perto do porto e encontramo-nos lançados em pleno alto-mar” Gilles Deleuze

“Algumas cabeças você não consegue mudar nem usando uma machadinha” Terry Prattchet, o fabuloso maurício e seus ratos letrados

“How can I tell that the past isn´t a fiction designed to account for the discrepancy between my immediat physical sensations and my state of mind?” Douglas Noel Adams

“Nossas fantasias e nossas necessidades são roterizadas” Jean-Louis Comolli, sob o risco do real

“Dizem que o diabo tem as melhores músicas. Isso é em grande parte verdade. Mas o céu tem os melhores coreógrafos” Terry Prattchet & Neil Gaiman, Belas maldições

“Eu sou o irmão dos dragões e companheiro das corujas. A pele que me recobre é negra e meus ossos estão calcinados pelo calor” Jó 30, 29-30. Citado por Alan Moore, Watchman

“A notoriedade não era tão boa quanto a fama, mas era muito melhor do que a obscuridade” Terry Prattchet & Neil Gaiman, Belas Maldições

“O cérebro humano não está equipado para ver Guerra, Fome, Poluição e Morte (os quatro cavaleiros do apocalipse) quando elas não querem ser vistas, e ele ficou tão bom em não ver isso que muitas vezes consegue não vê-las mesmo quando abundam por toda parte” Idem, Ibidem (grifo meu)

“...a civilização está a vinte quatro horas e duas refeições de distância do barbarismo” Idem, Ibidem

“Quanto mais fácil o trabalho, melhor o salário” Max Barry, Eu S/A

“Dizem que um pouco de conhecimento é perigoso, mas está longe de ser tão ruim quanto muita ignorância”. Terry Prattchet, direitos iguais rituais iguais

“Era difícil para mim acreditar. Quando o recreio terminou, me sentei na sala de aula e fiquei pensando no assunto. Minha mãe tinha um buraco e meu pai tinha um pinto que espirrava suco. Como eles podiam ter coisas como essas e continuar caminhando como se fosse tudo normal, conversando sobre banalidades, e então fazer aquilo e não contar nada para ninguém? Sentia realmente vontade de vomitar quando encarava a idéia de ter começado a partir do suco do meu pai.” Chales Bukowski, misto quente

“Porque tudo se reduz sempre a escolher entre algo ruim ou algo ainda pior?” idem, ibdem

[depois de um cachorro de rua faminto ter recusado uma parte de seu almoço] “Já não havia dúvidas de porque eu tinha me sentido deprimido durante toda a minha vida. Não estava recebendo a alimentação adequada.” Idem, ibidem

“Que tempos penosos foram aqueles anos – ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade” idem, ibidem

“Acho que vocês terão de inventar um monte de novas mentiras maravilhosas, ou as pessoas simplesmente não irão mais querer continuar vivendo” Kurt Vonnegut, matadouro 5

“Mas os evangelhos, na verdade, ensinavam o seguinte: Antes de matar alguém, tenha certeza absoluta de que ele não é bem relacionado. Coisas da vida” Idem, ibidem

“...grandes acervos de livros comuns distorcem o espaço, como pode ser facilmente comprovado por qualquer um que tenha estado num sebo muito velho, desse que parecem ter sido projetados por M. Escher num dia de pouca inspiração e possuem mais escadas do que andares, além daquelas fileiras de prateleiras que terminam em pequenas portas que com certeza são pequenas demais para dar passagem a um ser humano de tamanho natural. A equação é: Conhecimento = poder = energia = matéria = massa. Uma boa livraria não passa de um buraco negro civilizado que sabe ler.” Terry Prattchet, Guardas, Guardas.

“A vida é apenas química. Uma gosta aqui, um pingo ali e tudo muda. Um pequeno fio de um líquido fermentado e, de repente, você consegue viver mais algumas horas.” Idem, ibidem

'O mundo terá acabado de se foder', disse então, 'no dia em que os homens viajarem de primeira classe e a literatura no vagão de carga'” Gabriel Garcia Márques, cem anos de solidão

“A razão pela qual os clichês se tornam clichês é que eles são os martelos e as chaves de fenda na caixa de ferramentas da comunicação” Terry Prattchet, guardas, guardas

“'Raspa, navalha', parecia dizer sua pele, 'não rasparás o que senti e sei!'” Ítalo Calvino, o amores possíveis

“Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que nunca terá” Idem, as cidades invisíveis

“Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um tetreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.” Gabriel Garcia Máquez, memórias de minhas putas tristes

“Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver.” Idem, ibidem

“O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança” Idem, Ibidem

“Interrompia a cada tanto o que estivesse fazendo para ligar para ela, e insisti dias inteiros até compreender que aquele telefone não tinha coração.” Idem, ibidem

“Ninguém pode abrir sozinho o seu túnel pessoal para a claridade do dia, sem o risco de morrer sob os entulhos” Aníbal M. Machado, cadernos de joão

“No curso regular da frase pode uma palavra, uma imagem ou um movimento imprevisto assumir a força de uma aparição e iluminar subitamente toda a estrutura verbal. O que era neutro e opaco passa então a irradiar. Como se palavras esperassem a privilegiada portadora do elemento mágico que leva a todas a transfiguração da poesia.” Idem, Ibidem

“Mesmo a caminho da forca se deve apreciar o passeio”. Idem, ibidem

“O espírito só tem uma idade: ou é sempre jovem ou não é espírito.
Tudo mais é arquivo e reminiscência.” Idem, ibidem

“O pior momento não é o da morte. O pior seira se ela, minutos antes de chegar, nos acordasse do sonho da vida.” Idem, ibidem.

12/8/06

apenas uma dúvida...

como saber que o que a gente chama de personalidade não passa de um medo absurdo de abrir mão do que você acredita ser o que você é?

12/7/06

sessão da tarde...

ontem eu vi "milagre na rua 34" do jonh hughes na sessão da tarde.
a história, basicamente, é a de um papai noel que pode ser real trabalhando em uma grande lojas de brinquedo em nova yorke...
não é difícil acreditar em em um papai noel, um bom velhinho.
o difícil é acreditar em um advogado, rico e com conciência...
até parece...

11/19/06

hum...

as vezes a vida dá umas voltas curiosas...
pára no mesmíssimo lugar, com sutís diferenças...

11/2/06

o homem e seu duplo...

todo homem, além de ser ele mesmo e todos os outros inerentes a ser si, é também um outro. enquanto um passa os dias se deixando levar pela vida, o outro assume uma atitude passiva, contemplativa, crítica.
um , este primeiro, é aquele que vai, sempre. que não reflete sobre seu lugar no mundo, só quer saber de ocupar um lugar atribuído a si. o outro não quer lugar nenhum. mas não suporta qualquer desses lugares.
enquanto o primeiro precisa se aproximar, ser camaleônico qual Zelig de Woody Allen, ser massa, o outro passa seus dias distânte, se horrorizando com toda e qualquer atitude que o primeiro toma.
mas a crítica não é exclusividade do segundo. o primeiro faz questão de ser sempre muito severo com a passividade do segundo. acha-a muito próxima da arrogância. e deve ser mesmo.
mas a questão é que todo homem é, em verdade, o resultado de onde e como ele se situa entre esses dois reflexos díspares de si, gerando assim um terceiro que, este sim, é uma representação de si mesmo que se dá pelo choque que é gerado entre esses dois homens. não há um lugar certo para se ficar, mais próximo deste ou daquele. o que é certo é o erro que muitos homens cometem ao se situar confortavelmente em um lugar no meio de seus duplos.
o mais importante é, sem dúvidas, estar em trânsito.

10/22/06

última conversa...

- acho que não dá mais.

- não dá oque?

- nós dois...

- por que? como assim? achei que a gente estava tão bem? me diz o que aconteceu nos últimos 10 segundos?

- a gente nunca esteve bem...

- como não? você está doido?

- não. só não dá mais.

- me dê um único motivo.

- cansei de ter que existir por nós dois.

10/18/06

desventura...

ontem eu saí de casa e enfrentei uma das maiores chuvas dos últimos tempos em bh para ir ao show do cordel do fogo encantado, max de castro e pedro morais, entre outros, no conexão telemig celular.
é uma comemoração institucional, então os ingressos são muito baratos. 10 inteira e cinco meia.
andei uma hora em um ônibus cheirando a cachorro molhado (o ônibus, não eu...) para chegar lá e os ingressos do dia estarem esgotados.
ao lado da bilheteria um cabista estava vendendo os ingressos a 15 reais.
sabe, eu não me importaria de pagar 15 reais em um show de bandas que eu gosto tanto. o que me indignou, no fim das contas, foi que esse cara estava cobrando 3 vezes o preço do show (que estava vazio, afinal era uma terça feira) e que esses caras, de tanto comprar ingressos para revenda, acabaram esgotanto todos!
resolvi ir para casa e dormir. (não bem assim, aluguei um filme para a noite não ficar totalmente perdida)
bem... no fim das contas eu só quero dizer o seguinte:
MORTE AOS CAMBISTAS.
eu sei que esses caras precisam ganhar dinheiro. eu sei que a ticket master é uma merda e tals...
mas isso não dá as pessoas o direito de superfaturar o direito que outras pessoas tem de curtir um bom show.
dentro da lógica capitalista vc ganha dinheiro em cima do valor que se agrega à produtos e serviços.
eles não fazem isso. não agregaram nada!
por isso fica aqui, registrado, o meu protesto!

10/11/06

pensamentos...

- amar talvez seja a derradeira aventura.

- crianças não sabem que são. por isso, podem ser quem elas querem ser.

- felicidade é ser quem você quiser na hora em que você quiser.

- quando eu crescer eu quero ser eu mesmo e mais ninguêm.

- mas quero ter liberdade para ser todo o resto...

10/8/06

sexo...

muito além do prazer carnal puro e simples (importante, claro) está a união de duas almas (as vezes mais, mas vamos nos ater ao sexo convencional).
mesmo que seja sexo casual, existe, ou deveria existir, um momento em que as duas almas deverão estar tão ou mais envolvidas que os próprios corpos.
e não estou falando que sexo tenha que, obrigatoriamente, ser feito com amor. longe disso.
que eu quero dizer é que sexo só é bom por que é um momento em que é feita uma ponte entre os corpos e as almas podem entrar em contato.
de resto não é sexo. não é nada além de um passatempo vazio, ainda que divertido.

10/6/06

drogas...

eu, volta e meia, me pergunto por que as pessoas usam drogas...
é muito melhor ser alcoólatra! é um vício que você pode sustentar sem se esconder dos seus pais... olha que legal!
além do que, eu mesmo já tive muitas experiências pisicolélicas sómente com o maravilhoso mundo do OH ligado em carbonos de ligações simples!!!

10/3/06

anamorfose...

- quem você pensa que é?
- qual eu acha que será?
- quantos ela sonha levar?
- como tú quer lavar?
- quando verá amor?
- quem ama vero?
.
.
.

9/26/06

hum...

já pensei muito e muito sobre qual o sentido da vida.

a resposta?

não. não é 42. (essa é a resposta à pergunta fundamental sobre a vida o universo e tudo mais)

a resposta correta é logo ali à direita!

9/17/06

curiosidade...

quando um amigo se torna velho?
quando a paixão se torna amor?
quando a solidão se torna insuportável?
essas coisas são variávies em relação a cada pessoa?
quando a dor vira saudade?
quando a saudade vira necessidade?
ou tudo não passa de uma grande ilusão?
ir? vir? qual a diferença afinal?

9/14/06

vida moderna...

- eu queria ser poeta.
- e ia viver como?
- de poesia!
- isso não dá dinheiro!
- eu quero voar e levar pessoas junto!
- isso não enche barriga!
- eu quero transformar sonhos em palavras, imagens, ações...
- e esse emprego tem salário?
- eu quero viver e morrer em um único olhar!
- vai viver na miséria e morrer de fome...
- eu preciso de pessoas e suas faíscas!
- vai se queimar no fogo...
- eu só quero ser feliz...
- viver de ilusão, isso sim!

9/12/06

comunicação social...

o curso de comunicação social é onde o cidadão aprende superficialmente tudo o que os outros cursos ensinam em profundidade.

9/10/06

uma frases...

um belo resumo da vida de um vinte-e-poucos por The Magic Numbers:

"...one more drink and I´ll be fine, one more girl to take out off my mind
one more girl and I´ll be fine, one more drink to take out off my mind..."

e por que não?

afinal, já dizia Oscar Wilde:

"Viva depressa, morra jovem e seja um cadáver bonito".

e o que tiramos disso? nada! apenas que o importante é viver sem se deixar abater...
acabo isso agora antes que eu termine escrevendo um manual de auto-ajuda!

9/9/06

história real...

ganhei de presente um mp3 player e virei autista!

9/3/06

pessoas...

é triste ver como as pessoas querem ver revolução, desde que não sejam elas a fazer.
é triste ver como as pessoas não tem problemas com negros, gays ou qualquer outro marginal (no sentido de excluído socialmente), desde que não sejam seus filhos os gays, ou os que namoram com os negros.
é triste ver como as pessoas estão confortáveis em seus desconfortos.
é como se de tanto ser forçado a se encaixar, os corpos ficaram no formato exato de suas formas, e agora não há alívio em sair desta forma. muito pelo contrário.
corpos dóceis, disse Foucault certa vez...
falou certo.

8/26/06

blá blá blá...

blé blé blé.
blí blí blí.
bló bló bló.
blú blú blú.

resumo assim, com muita abragência e sem medo de erro, a vida de muitas pessoas.
incluindo aí a minha.

8/14/06

A grande saga do pequeno homem...

depois de morto se deu conta de que tudo quanto lhe seria necessário para ser feliz estava ao alcançe da mão.

8/13/06

pai...

nesse ponto, pelo fato de hoje ser o dia dos velhos, me dedico a falar do meu pai.
falo dele por ser o que eu conheço.

não há muito o que falar sobre ele, e não que isso seja ruim. homem simples, gostos simples, pensamento simples, vida simples.
toda a vida dedicada a ser feliz incomodando o mínimo de pessoas possível em seu percurso. homem de pensamento sempre prático, pensando na melhor maneira de chegar a "B", partindo de "A".

grande pequeno homem...

meu pai e ídolo!

8/11/06

mudança biológica...

o ser humano deixou, já a alguns anos, de ser homo sapiens e mudou para o infame homo burocratis.

acerca da frase em si:
1 ele não evoluiu por que evolução implica sair de um estado e passar a outro melhor. a palavra é mudança mesmo!
2 não coloco em negrito e nem em itálico os verbetes "homo sapiens" e "homo burocratis" por que isso é recair na burocracia que eu condeno.

acerca da afirmação:
não dá né? como sobreviver em um mundo em que pessoas passam suas vidas medíocres se apegando à microestados de poder? onde o que importa é ser senhor de seu pequeno pedaço de mundo e humilhar todo e qualquer ser que não irá revidar em um, ao menos, futuro próximo?

o homo burocratis já está dando no saco e esse sim é o tipo de ser que merece ser erradicado da face da terra!!! por que senão, como sugeriu o sempre genial Douglas Adams certa vez, eles irão destruir a terra, mas não por fora com seus vogons burocratas, mas sim por dentro com sua inabilidade de entender que o mundo funciona como um sistema no qual todo e qualquer ser faz parte.

não, não sou contra o individulismo. sou radicalmente contra o egoísmo burro que não nos deixa enxergar para além dos nosso umbigos!!!

8/6/06

amor...

acho, sinceramente, que o cinemão americano matou o amor.
afinal, eles são obrigados a contar uma estorieta em poucos minutos, então, quase sempre, eles lançam mão do recurso do amor à primeira vista e do viveram felizes para sempre.
assim não há amor que se sustente na vida real.
amor é construção. é caminho que se partilha. é ter defeitos. é amar os defeitos. e detestar as qualidades.
claro!
o amor de verdade acontece nos defeitos. é muito fácil amar o Marlon Brando em um bonde chamado desejo. ele é perfeito. mas esse amor não dura por que, justamente, ele é perfeito.
só que as pessoas se esquecem disso. as pessoas se tornaram descartáveis para as pessoas. então, nos primeiros defeitos, elas são jogadas fora.
nós perdemos a noção do que é realmente importante (ou talvez nunca tenhamos tido e os casamentos só durassem por questão de aparência).
o importante é ser uma pessoa completa antes de querer ter alguém ao lado. é imbecil querer alguém para te completar. as pessoas não têm que completar umas às outras. elas têm que estar juntos. juntos não serão um. mas dois, dez, mil.
mas o que eu sei?
eu sou só um solitário convicto...

8/2/06

apenas alguns pensamentos soltos...

teatro sem fala é dança?
dança com fala é teatro?
Samuel L. Jackson faz filmes ruins só por dinheiro?
livros de adolescentes falam muito de sexo por que adolescentes não o fazem ou fazem pouco?
as pessoas estão ficando burras?
eu estou ficando orgulhoso?
a poesia perdeu a rasão de ser na modernidade/comtemporaneidade?
será que realmente acabou toda a inocência do mundo?
por que quando mais o mundo precisa de bom senso e boa vontade as pessoas parecem mais egoístas, ou seria o contrário?
do que todo mundo tem tanto medo?
por que as pessoas deixam de viver para proteger suas vidas?
por que as pessoas que mais falam são as que menos tem o que dizer (eu inclusive) e vice-versa?
por que, diante de um mundão de possibilidades, as pessoas só conseguem olhar para seus umbigos?
por que as pessoas tem vergonha de ser elas mesmas e criam disfarces? (não, eu não estou falando das máscaras sociais, estou falando de disfarces mesmo)
por que as pessoas querem ser uma só, quando é muito mais divertido assumir sua pluraridade?
quais as chances, verdadeiras, de um casamento dar certo?
por que as pessoas estão cada vez mais egoístas?
por que as pessoas sorriem cada vez menos, mesmo sabendo que um sorriso leva a outro?
por que as pessoas se deixam definir por aquilo que elas fazem e não por aquilo que elas são?
por que ninguem mais quer ser astronauta?
por que os jogadores de futebol se tornaram modelos de comportamento?
se as coisas feitas com o coração são comprovadamente melhores, por que as pessoas continuam fazendo coisas por dinheiro?
.
.
.
outra lista interminável...

7/26/06

hollywood...

assisti ontem ao "segredo de brokeback mountain" do excelente diretor Ang Lee.

bem, antes de tudo eu tenho que falar algumas coisas. é um filme tecnicamente bacana, bem montado, com uma fotografia belíssima e coisas do gênero.
também aplaudo de pé a iniciativa de tratar um romance homosexual como se fosse uma coisa normal, afinal, tirando o gênero de alguns atores, muito pouco poderia se tirar do filme para que ele se tornasse mais uma comédiasinha água com açúcar.

e, nesse ponto onde, por um lado, reside a força do filme, é que ele se enfraquece. quer dizer, o filme não tem nem uma única relevância à história do cinema enquanto arte. é só um filme de romançe, nada mais. o resto são um monte de clichês.

bom seria viver em um mundo onde esse tipo de história fosse corriqueira. que não fizesse tanto barulho.

um dia, se Deus quiser, nós assistiremos esse filme, ou filmes assim, não por que se tratam de histórias de homosexuais. mas os assistiremos como assistimos "harry and sally", ou seja, por que nós gostamos de belas histórias de amor. nada mais e nada menos.

7/25/06

globalização...

em um lugarejo de pouco mais de mil habitantes eu conheci, vi e entendi mais sobre globalização do que em 3 anos e meio de curso superior de comunicação.

lá eu vi brancos tocando música negra não por afirmação, mas por ser música boa. vi um peruano de mentira tocando coisas de verdade e um peruano de verdade tocando mentiras sinceras. vi crianças brincado de adultas e adultos trabalhando como crianças. vi mais beleza em uma única paisagem que em muitos lugares de minhas andanças. vi poesia. não, eu não li, não ouvi. eu vi poesia! vi negros, brancos e índios. tinha até uma descendente de orientais que tirava tarot.

eu vi mágica... e aí eu tive que voltar... mas talvez assim seja bom. não tive que conhecer os defeitos!

7/14/06

meta post...

blog é uma coisa curiosa. é estranho ter esse lugar, acessível à todos, onde é possível largar seus pensamentos (é quase a penseira do Dumbledore, do harry potter, que não deixa de ser mais um plágio descarado da bacia de prata da Galadriel do Tolkien...enfim)

o fato é que, se não tomarmos cuidado, isso aqui pode ser mais invasivo que uma foto pelado publicada na internet, ainda mais por que as pessoas que visitam esse blog são amigos, conhecidos, ou amigos de amigos. já que a relevância social deste aqui é algo entre zero e nulo.

mas nunca foi minha pretenção ter um blog em que eu refizesse o trabalho dos jornalistas. não mesmo! apesar de ser estudante de jornalismo eu nunca tive essa vontade, muito menos com esse blog!

o negócio todo é que o máximo de relevância que isso pode alcançar é se algum dia eu resolver, aqui, falar sobre filmes e livros (minhas maiores áreas de interesse, apesar de gostar muito do teatro e teaoria social também). mas o negócio todo é que isso aqui tem que funcionar para mim como um depositório de pensamentos. um modo de fugir do mundo, me distanciar, para só então eu poder ter vislumbres de compreenção de seu modus operanti (é, eu sei que devia estar em itálico, mas what a hell).

uma outra coisa que me preocupa é de isso virar um espaço de revolta consentida. como, eu penso, aconteceu com o Fórum Social Mundial. se tornou 'um lugar onde a esquerda pode debater enquanto o governo faz o trabalho de verdade', pelo menos foi essa a impressão que eu tive.

meu medo é esse. que esse, ou qualquer outro blog, perca sua funcionalidade de relevância (ainda que o meu não seja relevante em um nível macro, sem dúvida ele tem a sua relevância em nível micro estrutural) por um espaço consedido, limitado e limitante. que este blog, lembrando Foucault, esteja mais empregado às linhas de poder e saber que as de subjetividade.

7/12/06

parents just don´t understand...

esse aqui é um pequeno protesto contra a tendência natural que os pais tem de infantilizar o que nós, filhos, fazemos.

para minha mãe, eu nunca fui à musculação...eu ia para a ginástica!

eu entendo ginástica como aquelas aulas com pessoas pulando de um lado para o outro (principalmente quando eu tinha maus 16 anos e tinha entrado p/ academia). bem, convenhamos, ginástica não é tão viril quanto musculação.

para minha mãe, eu nunca fui correr...eu ia caminhar!

caminhar é coisa que os velhos e gordinhos e mulheres fazem. eu ia correr. rápido! também vem com problemas de virilidade.

para minha mãe, eu nunca tive amigos...eu tive coleguinhas!

bem, coleguinhas também é bem gay. entendam...não sou homofóbico (pelo menos não me vejo assim) mas ter coleguinhas em uma fase de afirmação social como a adolescência foi triste!

para minha mãe, eu nunca...

enfim, ela tinha essa mania de reduzir o nome das coisas que eu fazia... a lista é interminável, eu juro!

mas é só para que haja uma manifestação para que as mães parem de tratar seus filhos com essas coisas. tratando-os como se fossem animaisinhos de exposição...
eu simplesmente tenho medo dessas mulheres e homens que exibem seus filhos como troféus e festas. tratam as pobres crianças como poodles ensinados...

- fala mamãe! fala mamãe!

-maa... maaa...

-eeeee, lindo, agora manda beijo p/ tia vani!

triste... falta pedir para que eles rolem e façam piruetas... e darem a eles biscoitos se executarem os truques com perfeição...

ah! infâncias terríveis...

7/8/06

jornalismo...

hoje me sinto compelido a falar sobre peridioticismo...

os floreios da frase acima já são determinantes sobre um dos aspectos problemáticos do jornalismo...
enfim, acho que todo problema (antes de falar da técnica textual) está intimamente ligado à verdade!

primeiro devemos entender que verdade é um conceito abstrato... não existe verdade absoluta. a aprtir do momento que se entende que os cinco sentidos estão aqui mais como filtradores de informação que captadores em si compreendemos que não há como entender que existe uma verdaed única e absoluta...afinal, como provar que a verdade captada pelos meus sentidos é a mesma da captada por outra pessoa que experienciou o mesmo fato, mesmo que seja ao mesmo tempo...

faça a experiencia! pegue dois equipamentos de registro visual (vídeo ou foto) idênticos e dê a duas pessoas quaisquer e peça para registrarem um evento qualquer... existirão discrepancias tão grandes sobre o que foi registrado que é difícil pensar que as fotos foram tiradas simultanemente!

dito isso, como pensar que um texto, de uma pessoa que não esteve lá, que apenas ouviu quem esteve lá (lá, eu me refiro ao acontecimento em si) pode ser objetivo, imparcial?

enfim, eu acredito que o jornalismo deveria ser feito de forma mais poética (ah! bons tempos os de João do Rio!) sem essa técnica burra que prende a cabeça das pessoas ao invés de tentar apreender aspectos mínimos da verdade...

verdade? verdade é o que eu penso! é a minha verdade! e de ninguem mais! e que o que eu digo que é que seja!

realidade é produção! é construção! eu monto a minha realidade de forma que eu seja a pessoa a estar ciente dela mesma!

parece loucura?

...loucos são os que se permitem contaminar pela realidade dos outros...
...loucos são os que não produzem sua própria realidade!!!

novela...

que belíssima merda!

minha mãe apareceu na minha casa e me 'obrigou' a assistir essa novela...o capítulo final...
bem, tirando que nos pontos em que podia inovar o autor recaiu em todos, TODOS, os clichês do gênero, tirando que onde ele poderia ter inovado ele meteu os pés pelas mãos criando uma árvore genealógica mais confusa que a dos antigos reis europeus.

tirando tudo isso...

na verdade não... não quero excluir tudo isso!!!

o picareta do autor ainda me inventa de escrever e produzir cinco, 5, finais diferentes. eu, siceramente, espero que essa porcaria de final tenha sido o pior que ele escreveu. pq se esse foi o melhor o Brasil foi pro espaço!!!!

o que aconteceu com novelas como "o bem amado", "roque santeiro", "escrava isaura" (original)... novelas que minha geração nem viu (bem, roque santeiro passou a alguns anos atrás numa reprise, mas não vem ao caso pq o "vale a pena ver denovo" sempre edita, mutila, as novelas)...

enfim...rogo para um mundo em que a produção televisiva não esteja tão apegada aos apelos mercadológicos, sendo causa e consequencia da moda. um mundo em que a mídia, na verdade, não tenha que pedir permissão para seus respectivos departamentos de marketing para fazer suas representações de mundo...

belíssima porcaria!!!!

7/5/06

esqueci...

esqueci de dizer que isso que foi escrito sobre mim por essa amiga logo ali em baixo é uma das coisas mais tocantes que alguém já me escreveu (ao lado talvez de alguns testemunhos no orkut)
e que se eu fosse um pouco mais sensível eu choraria.
no mais eu tento ficar mais um tempo sem falar tanto assim de mim e mais do mundo a minha volta...

ainda aprendendo...

hoje eu pedi, encarecidamente, que uma amiga desse uma passada no meu blog...
ou seja, aqui...
ela leu o post anterior a esse (talvez um dos meus mais inpirados, por isso eu recomendo para que assistam "O Livro de Cabeceira" (Pillow Book) de Peter Greenaway, que é simplesmente lindo, para que entendam o que eu realmente tinha em mente quando escrevi aquilo) e tentou me escrever algo aqui.
ela não conseguiu por não ser cadastrada do blogger, por estar esta exigência na área de comentários.
então, ela escreveu este muy comovente texto sobre mim em seu prórpio blog:

Indignada
Um post pra vc? Não vou deixar não...
Não vou dizer que esse é, mais uma vez, um dos melhores textos q li.
Não vou dizer q me reconheci em alguns momentos e percebi q vc não tava mentindo qdo disse q pensou em mim.
Não vou dizer q sinto falta de nossas conversas intermináveis. Nem tão pouco dizer q sinto vc perto de mim em alguns momentos-chave.
Não vou admitir q vc é presente sempre q escuto algumas músicas, sempre q leio a abreviação 'BH', sempre q vejo bons filmes ou leio bons livros.
Não vou dizer q elegi uma livraria como a minha preferida pq ela tem cheiro de livros novos.
Não vou te contar q tomei um banho de chuva dias atrás e agradeci a Deus por ter amigos tão especiais como vc.
Não vou dizer nada disso pq sei q vc já sabe (e consegue conviver com isso sem se tornar insuportavelmente superior).
Amo vc.


bem... problema notificado e respondido.
e como eu disse antes uma das coisas mais bacanas da vida são os bons amigos...
(agora a coisa mais engraçada é ela não deixar alguem de fora do msn spaces escrever no dela tb...)
se quiserem saber mais sobre essa boa amiga é só entrar: vidinhamaisoumenos.spaces.msn.com

7/2/06

Sei Shonagon...

a lista das coisas realmente legais:
um olhar de uma bela mulher desconhecida perdido na multidão;
cheiro de um livro novo;
terminar um bom livro, fechá-lo e fazer um pequeno exercício de digerir tudo o que foi lido;
beijo;
cheiro de uma bela mulher;
uma imagem que pode ficar na sua cabeça por muitos e muitos anos;
aquelas coisinhas charmosas, estranhas e engraçadas que cada mulher aprendeu a fazer ao longo dos anos e que nos deixa louco;
dormir depois de um dia satisfatoriamente exaustivo;
acordar ao lado de alguém que já esteja sorrindo para você;
perder o fôlego por qualquer coisa que tenha valido a pena;
surpresas agradáveis;
amigos;
amigos com cerveja;
velhos amigos, de preferência com cerveja;
um filme que mude a sua vida;
na verdade, qualquer coisa que mude a sua vida;
encontros que o acaso proporciona;
carinho;
aquela música;
acordar e ter ceteza absoluta que se está onde se deveria estar;
o sol;
a chuva;
o mar;
frases de impacto;
gargalhada sincera;
ligações inesperadas de pessoas queridas;
reciprocidade;
abraço;
correr até se perder;
sorriso;
rostos amigáveis;
conversas inermináveis;
estar sozinho e se descobrir um companhia incrível;
beleza em todas as formas e tamanhos;
ficar em casa;
sair de casa;
boas piadas;
.
.
.
essa lista pode chegar facilmente ao infinito... a culpa é minha, é essa mania boba de copos cheios

6/25/06

curioso...

curioso como eu fiz um post intilutado vida (um tanto pessimista sobre as pessoas)
e, dias depois, um outro intitulado morte (um tanto otimista em relação ao meu fim)

curioso como eu, revisitando alguns textos, tenho visto como alguns soam bem rabugentos.

curioso como eu realmente não me sinto um cara rabugento. tá certo que, por um lado, eu, numa auto-definição, tendo a me ver como uma pálida versão do Seinfeld. um cara legal e inteligente o suficiente para ver o quão o mundo está (ou será que sempre foi?) uma coisa estranha.

eu sei que disse no 1º post que este blog não é sobre mim, mas sobre meus pensamentos. mas é pq agora eu sinto uma certa necessidade de pensar sobre mim mesmo em relação à este mundo.

por um lado eu talvez esteja ainda meio abalado com a morte do pai do meu amigo (e não só dele, mas recebi notícias de muitas mortes recentemente, não de pessoas à minha volta, mas de pessoas em volta de pessoas à minha volta).

mas o negócio é que o mundo tem estado cada vez mais doido e eu me pergunto cada vez mais o que eu posso fazer para ajudar, ou se eu devo ajudar... vai ver o doido sou eu e o mundo tá do jeito que devia estar, um grande caos que precede a entropia... ou algo do gênero.

curioso como eu faço devaneios para dizer algo que já nem lembro mais. talvez não tenha importância.

curioso...

6/24/06

morte...

ontem o pai de um grande amigo morreu.
coisas da vida (diria
Kurt Vonnegut)
nesse mesmo dia eu vi esse amigo chorar. isso doeu muito por que era um cara que estava sempre de alto astral. não como as pessoas são felizes normalmente. o cara tem um bom humor de assustar. sempre o centro da festa, sempre rindo, sempre querendo ver as pessoas à sua volta felizes, sempre um cara muito, muito, muito legal. o cara bateu o carro uma vez e saiu rindo.
sem dúvida um dos caras mais incríveis que eu já conheci.
e ontem eu vi esse cara chorar como uma criança. acho que foi uma das cenas mais tristes que eu já presenciei.

isso me fez parar para pensar na minha vida. na vida das pessoas. no quão efêmera é a existência.
provavelmente aqui se seguirão uma série de considerações sobre a vida e a morte que já foram usadas mil vezes antes de mim. e como não quero entediar ninguêm... enfim...

mas eu fico apenas pensando que eu ainda não sofri uma grande perda na minha vida. não perdi alguêm importante. como vou reagir? o que acontecerá? eu vou chorar? eu vou ter essa dimensão de que posso nunca mais ver essa pessoa? eu vou chorar? na hora? no dia seguinte? uma semana depois?

e quando eu me for? pessoas vão chorar? eu quero realmente que as pessoas chorem?

acho que não. talvez uma barganha. um sorriso para cada lágrima. eu tenho essa estranha sensação de ser um cara legal, agradável, engraçado às vezes. então eu gostaria, realmente, que as pessoas tentassem fechar os olhos e se lembrassem do tempo em que eu estive do lado delas (e como foi bom), como se estivessem tentando lembrar do gosto de um doce bem saboroso, e sorrissem com isso, do que se elas gastassem esse tempo precioso e efêmero na terra se lamentando pelo que não vão curtir comigo, o pelo que eu não vou ver...

acho bem justo!

6/4/06

responsabilidade...

esse negócio de blog é uma coisa engraçada.
eu fiz esse para ter um lugar onde pudesse colocar minhas melhores gracinhas, falar de minhas loucuras, enfim, por para fora o que eu pensodo mundo.
o que acontece é que, em geral, eu tenho temas ou anotações para uma postagem a cada uma ou duas semanas. se isso!

então, me sinto culpado por ter montado isso daqui e não dar a devida atenção. é como aquela coisa de celular. vc não dá atenção até ter um.

e isso é um saco. não consigo pensar em coisas suficientes para colocar aqui. bem, na verdade eu até consigo, mas a maioria não passa pelo meu crivo. (e pelos posts anteriores dá para ver claramente que ele não é lá muito rigoroso).

de qualquer jeito o melhor que eu consegui pensar foi nesse meta-post...

que bosta!

6/3/06

vida...

eu entendo cada vez menos os pessimistas.

sei lá, o mundo é muito bom. a vida é muito boa.
é claro que há as mazelas e tal. a fome na África, a seca no Nordeste, enchentes, morte, guerra, fome, poluição.
mas eu ainda acho a vida boa. mesmo quando acontece uma merda bem grande comigo eu acho a vida maravilhosa e não consigo deixar de pensar que aquilo foi posto ali (Deus, Destino, Coincidência, chame como quiser) simplesmente por que a gente precisa valorisar os bons momentos.

tenho um amigo que diz: "o mundo é injusto. então, por que não pode ser injusto a meu favor?"

no que me concerne ele apenas não concegue reconhecer quando o mundo é justo. não vê quando uma bela mulher lhe sorri por que está muito ocupado esperando um raio cair na cabeça de um desafeto.

mas aí não há justiça que dure...